Por pbagora.com.br

Cássio está de volta. É o mesmo que dizer que ele está pronto para recomeçar. E, por mais estragos que a decisão do TSE tenha causado, pronto para recomeçar num ambiente propício. Pelo menos, pessoalmente.

O governo Maranhão bate cabeça e dá sinais de que não tem rumo administrativo. Em parte por causa do pouco tempo, claro, mas também em razão da nítida falta de projeto de governo da atual gestão, evidenciado até por aliados do PMDB como o deputado Quinto e o vereador Fernando Milanez.

Isso, por si só, acentua as virtudes da gestão anterior: quanto pior o governo Maranhão melhor o governo anterior. E vice-versa.

Politicamente, analisem comigo, Cássio volta sendo disputado por dois grupos políticos que vislumbram assumir o poder em 2010. Em casa, pelo senador Cícero Lucena e companhia. Na rua, pelos adeptos do projeto do prefeito Ricardo Coutinho.

Não é, portanto, nem de longe, um ambiente hostil.

De cara, reparem bem, Cássio volta com discurso administrativo e várias possibilidades políticas. A única coisa certa é a oposição a Maranhão. O resto é incógnita.

A impressão que ele passa, no entanto, é de que pretende evitar o que todos querem que ela faça: tome decisões. Muito perto de arrumar novamente as malas para fazer curso no exterior, o ex-governador tucano parece querer deixar a coisa andar por si, sem interferir diretamente no curso natural da política local.

Simplesmente para assumir o leme quando a tripulação já tiver decidido para onde vai. O que pode ser um risco tremendo, uma vez que, sem comando, os exércitos costumam brigar internamente.

Evitando as decisões políticas imediatas, o ex-governador deve centrar energias no contraponto ao governo Maranhão III.

Agora, a coisa mudou. Quem tem a espada na cabeça o dia todo é o governador Maranhão.

Cássio terá, quando quiser, todo o terreno favorável para luta. Perder tudo, como diria certo pensador, é sempre o melhor lugar pra recomeçar.
 

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