O voto-vista do ministro Arnaldo Versiani, marcado para ser apresentado na noite desta terça-feira (17) no plenáriodo Tribunal Superior Eleitoral, é o grande assunto a gerar expectativas ao longo do dia. Principal interessado no processo, o governador Cássio Cunha Lima vem demonstrando uma surpreendente serenidade em relação ao assunto.”Está nas mãos de Deus, e eu acredito na justiça dos homens”, resumiu a questão Cássio, em breve entrevista ao PB Agora.

Ao contrário das outras vezes, o governador não viajou para Brasília nos dias que antecederam nova etapa do julgamento. Ele vem cumprindo, desde o último sábado, uma agenda administrativa marcada por inaugurações, anúncio de obras e lançamento de programas, procurando dar um ar de absoluta rotina administrativa a seus atos. “As perguntas e respostas estão nas mãos dos ministros, que merecem todo nosso respeito e admiração”, ressaltou Cássio.

O clima de expectativa, contudo, é visível em todas as áreas do Governo. No Centro Administrativo, em Jaguaribe, na manhã desta terça-feira, não se fala em outro assunto – e isto certamente espalhou-se por todos os níveis das administrações direta e indireta do Estado, segundo reconhece o secretário-chefe da Casa Civil, Romero Rodrigues. “É bastante natural, porque é algo que diz respeito direto à vida das pessoas que trabalham no governo”, argumenta Rodrigues, embora ressaltando que a esperança de que dê tudo certo “deverá vencer o medo”.

Por parte das oposições, naturalmente, a expectativa também é grande. Com a Assembléia em recesso até depois do carnaval, por conta de manutençaõ no sistema de ar condicionado do prédio, os deputados vivem uma situação especial também em função do que ficar decidido logo mais à noite. “É um clima de Copa do Mundo, que queremos obviamente que nosso time saia vencedor”, resumiu o deputado Carlos Batinga (PSB), convicto de que o senador José Maranhão vencerá a batalha no tapetão contra Cássio Cunha Lima.

Para o deputado Rodrigo Soares (PT), o importante é que possa se consolidar uma situação de estabilidade político-administrativa no Estado. “Todo esse processo é muito desgastante, e seria interssante que houvesse uma decisão definitiva sobre o caso”, defende o parlamentar, convicto de que a Paraíba tem sido penalizada por esse processo que se arrasta há mais de dois anos.

PB Agora

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