Sem postar críticas nas redes sociais desde quinta passada, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC) voltou à carga na noite dessa segunda-feira (25). Embora não tenha citado nomes, ele insinuou pelo Twitter que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer chantagear seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. Carlos usou o termo para se referir ao objetivo final de quem, a exemplo de Maia, quer que o presidente use menos o Twitter. A intenção por trás desse tipo de sugestão, segundo ele, é deixar Bolsonaro "fraco e sem apoio popular" para poder "chantageá-lo". Na semana passada, o deputado recomendou, em entrevistas, que o presidente se afaste das redes sociais para governar e articular a aprovação da reforma da Previdência.

 

As pessoas que querem Bolsonaro longe das redes sociais sabem que é isso que o conecta com o povo, já que não tem mídia a seu favor. Foi isso que garantiu sua eleição, inclusive. Em outras palavras, o querem fraco e sem apoio popular pois assim conseguiriam chantageá-lo.

 

A mensagem foi publicada no mesmo dia em que Bolsonaro defendeu, em reunião com ministros e deputados, uma relação harmônica com o Legislativo, sobretudo com o presidente da Câmara.

 

Provocação

 

Carlos irritou Maia na semana passada ao sugerir que ele não tinha interesse em combater a corrupção, ao citar a decisão do deputado de postergar a tramitação do projeto anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública). O vereador defendeu o ministro depois das críticas dirigidas a ele pelo presidente da Câmara na última quarta-feira. Na quinta, após a prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, Carlos foi ao Instagram perguntar por que Maia andava tão nervoso. Moreira, que foi solto hoje, é padrasto da esposa do presidente da Câmara.

 

 

A troca de farpas entre Maia e Bolsonaro se intensificou no fim de semana. Na sexta, em entrevista ao Jornal Nacional, o deputado cobrou mais envolvimento do presidente da República com a votação da reforma da Previdência. Segundo ele, o presidente precisa "ter mais tempo para cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque senão a reforma não vai avançar". Naquele dia, horas antes, o presidente havia dito que Maia era como uma "namorada que quer ir embora" ao comentar a ameaça do deputado de abandonar a articulação da reforma.

 

 

Redação com Congresso em Foco

 


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