O presidente Jair Bolsonaro tem sinalizado que mudará sua estratégia política para as eleições de 2020, de olho em reduzir eventuais impactos negativos para sua campanha eleitoral em 2022.

Convicto de que seu partido Aliança pelo Brasil não vai sair do papel a tempo da disputa, ele acabou por acatar (pelo menos de forma oficial) a orientação de auxiliares para não subir em palanques de candidatos a prefeitos.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro tem admitido de forma mais enfática que as chances de seu partido conseguir as assinaturas necessárias para a disputa eleitoral deste ano são remotas.

Embora exista quem esteja otimista com relação à coleta de assinaturas de apoio (muito por conta do uso ilegal de cartórios como posto de coleta), quem tem acompanhado de perto o processo admite que o partido de Bolsonaro só fique viável em meados de junho ou julho. Pelas regras em vigor, a Aliança pelo Brasil precisa reunir 492 mil assinaturas para obter seu registro junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Outro ponto considerado é que a presença de Bolsonaro em palanques seria mais prejudicial do que favorável ao governo e à imagem do presidente visando a disputa da reeleição – como no Rio de Janeiro, onde ele enfrenta uma saia-justa sobre quem apoiar na disputa: Otoni de Paula (PSC) ou o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos).

 

Redação

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