Por pbagora.com.br

Em mais uma manifestação via Twitter, mantendo-se fiel ao estilo Donald Trump de comunicação, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) declarou neste sábado (24) que diversas regulamentações, "em todos os setores", serão revogadas em seu governo. Para o deputado fluminense, que está a uma semana de receber a faixa presidencial, há instrumentos legais vigentes no país que só servem para arrecadar, sem retorno ao cidadão.

"Inúmeras regulamentações em todos os setores que só servem para arrecadação e entraves de desenvolvimento, sem nenhum retorno prático ao cidadão, irão ser revogadas rapidamente em meu governo", disse o representante da extrema-direita, defensor do Estado mínimo e do neoliberalismo econômico.

"Menos interferência do Estado significa melhores condições de vida ao brasileiro", acrescentou.

Eleito com 39,2% do eleitorado brasileiro, Bolsonaro não disse quais são as regulamentações na sua mira, mas tem indicado quais são seus principais incômodos na máquina estatal. Também por meio do Twitter, o capitão da reserva já reclamou, por exemplo, dos contratos de "publicidade e patrocínio" do governo com bancos públicos como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Bolsonaro afirmou, na publicação, ter tomado conhecimento de que só a Caixa gastou R$ 2,5 bilhões com estes contratos, o que classificou como "um absurdo". O presidente eleito não deixou claro se "rever" significará cancelar os contratos ou reexaminá-los.

Por meio de nota, a Caixa Econômica desmentiu a versão de Bolsonaro e disse que o valor é muito menor. "O orçamento com recursos do banco projetado para ações de publicidade, patrocínio e comunicação em 2018 foi de R$ 685 milhões, sendo realizado até novembro de 2018 (o valor) de R$ 500,8 milhões", esclareceu a instituição financeira, acrescentando que "as ações de comunicação do banco são voltadas para alavancagem de negócios, produtos e serviços e vêm sendo reduzidas desde 2016".

 

Redação

 


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