O deputado Carlos Batinga (PSC) apresentou requerimentos na Assembléia
Legislativa da Paraíba (ALPB) solicitando a diversos órgãos e secretarias,
das esferas Municipal, Estadual e Federal, ações efetivas para minimizar os
problemas causados pelo avanço do mar, que vem ameaçando a barreira do Cabo
Branco, localizada na capital João Pessoa.

 

 

Batinga ressalta que nos últimos três anos vem reiterando o pedido de
providências das autoridades contra a erosão da barreira e execução de um
projeto de contenção eficaz.

 

 

Os requerimentos de Batinga foram enviados para: Ministério do Meio
Ambiente, SUDEMA, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal,
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba (CREA),
Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba, Secretaria
do Meio Ambiente de João Pessoa, Conselho de Proteção Ambiental do Estado
da Paraíba (Copam), Secretaria de Infraestrutura do Município de João
Pessoa, Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente
(Sectma) e Secretaria Estadual de Infraestrutura.

 

 

Justificativa

 

A Barreira do Cabo Branco fica no extremo leste de João Pessoa e lá se
localiza o Farol do Cabo Branco e a Estação Ciência, Cultura e Artes,
pontos que se tornaram patrimônio cultural e consequentemente atração
turística do Estado. Neste sentido há um interesse muito grande pela
visitação ao lugar, e deve-se aumentar consideravelmente nos próximos meses
com a conclusão do Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, portanto,
não há como negligenciar tais fatos e nem tão pouco explorá-lo de forma
econômica.

 

 

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade Federal da Paraíba, as pedras
indicam que a falésia já se estendeu centenas de metros mar adentro.
Atualmente, ela recua cerca de 40 centímetros por ano. E, se nada for feito
para conter esse avanço do mar, em breve o processo pode ser irreversível.
Do alto, é possível perceber a fragilidade da barreira. A força das ondas e
a infiltração de água das chuvas são as principais causas da erosão.

 

 

Numa análise, ainda que elementar, verificamos que a abrasão marinha mais
significativa ocorre nas marés mais elevadas 2,7m e 2,8m, e estas,
consideradas de sizígia, ocorrem mais na época que antecede e sucede ao
solstício de verão, ou seja, dezembro. Porém a maior intensidade está entre
os meses de janeiro e fevereiro.

 

Estas observações nos levam a considerar
que a dinâmica marinha tem um comportamento diferenciado em relação aos
outros meses do ano. Assim como o fenômeno das marés, há também a direção e
intensidade dos ventos. Neste sentido, passamos a nos preocupar com os
fatores e elementos do clima, e para isso foi inevitável a leitura de
fatores climáticos como translação, rotação e vegetação, e também de
elementos climáticos como insolação, temperatura e umidade.

 

Ascom

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