De 2016 a 2018:  João Azevêdo conta bastidores de como saiu de candidato à PMJP para candidato ao Governo da Paraíba

Alçado a candidato à prefeitura de João Pessoa, nas eleições de 2016, o secretário de Ciência e Tecnologia da gestão Ricardo Coutinho (PSB), João Azevêdo contou um pouco dos últimos bastidores da política e detalhou como se deu a ‘travessia’ para hoje ser escolhido como candidato ao Governo da Paraíba, pelo PSB, agora, nas eleições de 2018.

Primeiro o socialista descartou a existência de quaisquer fantasmas no tocante ao não prosseguimento da candidatura em 2016 e ressaltou que sua saída do pleito foi estratégica, para priorizar o trabalho desenvolvido pela gestão estadual. O momento político era de pré-impeachment e como a posição do governador Ricardo Coutinho (PSB) foi pela manutenção da coerência, inevitavelmente, como comprovado posteriormente, houve retaliações do Governo Temer e mexer na equipe, naquele momento, poderia ser prejudicial ao projeto.

“Eu na verdade não carrego comigo nenhum fantasma. Isso para mim não existe. Evidentemente quando você entra no processo político, de disputa acima de tudo, qualquer argumento é qualquer argumento. Então se usa de tudo para desqualificar ou não. Entretanto essa questão de 2016 é completamente diferente de uma situação de hoje. São momentos políticos completamente diferentes. Eu uso sempre esse chavão que é dito, que o cemitério está cheio de insubstituíveis para tentar justificar que não é esse o motivo, claro, daquela alteração. Entretanto, em 2016, nós estávamos vivendo o momento pré-impeachment da presidente. Havia por todas análises feitas que a presidente iria sair e isso foi constatado posteriormente. Na época o partido fez uma leitura, e foi uma decisão de partido”, explicou.

João ressaltou que, diferente de alguns nomes da oposição, ele não impõe o próprio nome, mas sim tem uma pré-candidatura fruto de uma convocação partidária.

“Eu não sou candidato de si mesmo, como alguns aí que se lançam dizendo eu quero ser e pronto, sou eu. Eu faço parte de um grupo, me sinto bem dentro desse grupo que está colocando meu nome como colocou em 2016. E nas reuniões internas houve um entendimento que o Estado entraria em um processo de retaliação, pelas posições coerentes do governador Ricardo Coutinho, que se comprovam hoje. E nós tivemos que internamente decidir que o Estado, para que pudesse passar por essa transição toda, mesmo com a retaliação do Governo Federal e por eu estar à frente de uma grande secretaria, haveria um prejuízo para o Estado maior do que a minha saída da candidatura e por isso houve a substituição. Essa foi a leitura feita na época. A decisão foi consensual”, lembrou.

Sobre ter sido uma estratégia do governador Ricardo Coutinho, de lançar o nome de João Azevêdo, naquele pleito, apenas como uma prévia para alavancar o nome e relança-lo com mais força, em 2018, Azevêdo preferiu jogar para o governador o questionamento.

“Vocês têm que perguntar isso ao governador”, disparou.

 

PB Agora

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