Por pbagora.com.br

Após o leilão pela concessão da rodovia BR-262 (ES/MG) ter ficado sem nenhum interessado, o governo federal vai passar a fazer as licitações de trechos individualmente, disse nesta segunda-feira o ministro dos Transportes, César Borges. "Não faremos mais do que um lote em cada edital. Você vai ter datas diferenciadas para todos, não botar duas, até para dar esse tempo para o setor analisar", disse a jornalistas.

A BR-262 seria leiloada juntamente com a BR-050 (GO/MG) na próxima quarta-feira, mas não recebeu nenhuma proposta. Para a BR-050 oito candidatos se inscreveram. O leilão de concessões de infraestrutura logística é a grande aposta do governo da presidente Dilma Rousseff para acelerar a economia, que tem crescido abaixo das expectativas.

Segundo o ministro, o governo está considerando várias possibilidades para a BR-262, entre elas a reabertura do processo de licitação. Outra alternativa é desistir da licitação e o governo assumir as obras da rodovia dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como têm pedido parlamentares do Estado do Espírito Santo, admitiu Borges.

Segundo Borges, a individualização dos processos ajudará os investidores a terem mais tempo para avaliar cada trecho. Ele negou que isso atrasará o cronograma e que o governo espera licitar até o fim do ano todos os outros sete lotes de rodovias que estão programados para leilão, com exceção da BR-116 (MG), que poderia ficar para o início de 2014.

Após a BR-262, a próxima da fila é a BR-101, na Bahia, cujo leilão o governo marcou para 23 de outubro. Borges admitiu que a data pode ser postergada, se preciso e negou que questões políticas também possam comprometer o interesse dos investidores pela concessão.

Outros trechos na fila incluem as BRs 060, 153 e 262 em Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais; os trechos mineiros das BRs 040 e 116; e a BR-163 (MT). Pelas contas de Borges, neste ano ainda seriam mais quatro leilões com duas rodovias cada e outro isolado. "Já estamos estudando esse cronograma e acho que dá pra fazer tudo até o final do ano", garantiu.

Terra

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