O governo federal anunciou nesta terça-feira (31) que chegou a um acordo com a indústria e o varejo farmacêutico para suspender o reajuste do preço de todos os medicamentos no Brasil. A medida vigora por 60 dias, por conta da pandemia de coronavírus.

O anúncio foi feito à tarde pelo presidente Jair Bolsonaro. Logo no início da manhã, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) externou sua defesa para que o governo editasse uma Medida Provisória objetivando suspender o reajuste, que valeria a partir desta quarta-feira, dia 1º de abril.

“Defendemos o adiamento do reajuste até que passe este momento crítico que estamos vivendo. Neste atual momento, sabemos que muitas famílias estão com dificuldades, sobretudo aquelas em que o provedor financeiro é um profissional que depende do seu pequeno comércio, ou do seu trabalho informal, da prestação de serviço. Portanto, adiar o reajuste foi uma medida justa, para facilitar às famílias o acesso aos medicamentos”, disse Veneziano.

Ainda de acordo com o senador paraibano, as famílias, sobretudo as de baixa renda, estão com o orçamento reduzido ou, em muitos casos, “zerado”, por conta da pandemia de coronavírus e o adiamento foi uma medida “coerente e necessária”. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) calcula que o ajuste de preços de medicamentos em 2020, quando ocorrer, deve ser de, aproximadamente, 4,08%.

Assessoria de Imprensa

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