Mais uma vez o projeto que concede o título de cidadão pessoense ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) causou bate boca e agitação na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Ao ser colocado em discussão, os parlamentares enfatizaram os prós e os contras para a concessão, ou não do título.

O vereador Marcos Henriques teceu duras críticas ao presidente

"É um momento inoportuno para se conceder um título para um presidente que assumiu e tem feito tão mal ao nosso país. João Pessoa não merece estar homenageando um miliciano" disparou, sendo questionado pela vereadora Eliza acerca do termo utilizado contra o presidente.

Thibério Limeira corroborou com o colega de Casa e declarou que o título, envergonha o Brasil.

"João Pessoa vai envergonhar o Brasil. Bolsonaro não sabe de economia, não sabe de nada, tá passando vexame nos Estados Unidos aceitando acordo sem contrapartida, o presidente com sua política de relação exteriores entreguista está levando a economia do Brasil a dia piores, fora seu histórico como parlamentar que não produziu nada" enfatizou.

O autor da propositura, Carlão ressaltou a importância do título e justificou com a expressiva votação conseguida pelo presidente no último pleito, na Capital.

"A gente precisa agora trazer a importância desse título, primeiro porque Bolsonaro alcançou mas de 55% dos votos em João Pessoa, é o governo que mais trabalha e luta contra a corrupção e mais importante do que isso, pela primeira vez depois de décadas o Brasil cresce sua economia" pontuou.

A vereadora Raíssa Lacerda foi dura em sua colocação e rebatendo os colegas disse que quem teria feito vexame no exterior foi o ex-presidente Lula em sua visita à Suíça à época em que era chefe do executivo nacional.

"Vexame quem nos deu na Suíça foi Lula que estava bêbado, urinou nas calças e teve que ser retirado pelos seus assessores. Esse título a Bolsonaro teria que ser aprovado por unanimidade" enfatizou.

"Essa Casa ainda irá se arrepender" disse a vereadora Sandra Marrocos.

Colocado em votação o título foi aprovado por 12 votos favoráveis. 3 vereadores foram contra e 2 se abstiveram de votar.

O número de votos foi questionado por conta do regimento que prevê 2/3 dos votos para aprovação, mas a vereadora Eliza declarou que essa quantidade seria dos vereadores presentes e não da totalidade dos parlamentares.

"Quem não aceitar vá para a Justiça" frisou.

PB Agora

 


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