Por pbagora.com.br

Na rádio, Aníbal Marcolino faz críticas a Cássio, fala de perseguição e “propostas indecentes”

O ex-vereador e candidato à vice-prefeito de João Pessoa nas últimas eleições, Aníbal Marcolino, teceu duras críticas ao ex-governador Cássio Cunha Lima, falou de perseguição política e “propostas indecentes”, na manhã de hoje. As declarações foram dadas no programa Correio da Manhã, da 98,3 FM.

Agressivo, Aníbal Marcolino iniciou a entrevista afirmando que Cássio Cunha Lima não é capaz de receber críticas, apenas elogios. A todo o momento queixou-se de um suposto “abandono” por parte do então governador do Estado, no que diz respeito à última campanha municipal em João Pessoa.

“Secretários adjuntos do Estado andavam com adesivos de Rômulo Gouveia em seus veículos e em João Pessoa não se via nenhum adesivo de João Gonçalves”, declarou.

“Os partidos da base aliada, em Campina Grande, cuidavam da candidatura de Rômulo. Em João Pessoa, ele liberou todos, ninguém quis “cuidar” de João”, afirmou Marcolino.

Ainda segundo Aníbal Marcolino, na convenção do partido, Cássio usou da palavra e de uma forma equivocada fez críticas ao seu respeito.

“Ele já tinha o desejo de aliar ao prefeito Ricardo Coutinho. Ricardo estava numa inauguração, ele não podia estar lá por ser candidato, e o ex-governador, de uma forma “bondosa”, pediu ao prefeito para que ele se retirasse, pois seria prejudicado”, disparou.

Aníbal revelou que após a derrota de Rômulo em Campina, teve uma conversa com Cássio e ele teria garantido que o mesmo assumiria na Assembléia Legislativa. Ainda segundo ele, um dia depois, numa entrevista a um meio de comunicação, lhe perguntaram sobre uma possível aliança entre Cássio e Ricardo.

“Por ter dito estou fora, não me alio a quem não presta, fui impedido de assumir na Assembléia”, afirmou.

“Esta história de dizer que o ex-governador Cássio cumpre suas promessas é mentira, posso dizer, pois fui vítima”, garantiu.

Aníbal disse ainda que desde então surgiu um desejo de recolocar o deputado Ricardo Barbosa na AL e rapidamente encontraram um companheiro para sair da Casa.

“Batinga se colou à disposição para pedir uma licença para que eu assumisse, antes mesmo da campanha para eleger os dois deputados estaduais e, pasmem vocês, eu nunca entrei”, disse o ex-vereador.

Segundo Aníbal, toda estratégia de impedi-lo de assumir o mandato de deputado foi criada no sentido de impedir as duras críticas que faria a Ricardo Coutinho.

“Há duas semanas atrás recebi propostas indecentes de companheiros do PDT para que pudessem viabilizar minha ida para AL”, revelou.

Aníbal garantiu que foi convidado para uma reunião e, na ocasião, o deputado Manoel Ludjério lhe fez uma “proposta indecente”.

“Você entra na Assembléia, mas com uma condição: não criticar Ricardo”.

“Esta proposta indecente eu jamais aceitaria. E se este é o preço para assumir na Assembléia, fico fora daquela Casa”, disse Marcolino.

PB Agora

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