Existem estudiosos que defendem a “teoria da história Cíclica”. Na prática ela se dá com as forças humanas mais relevantes que acabam interferindo a ação humana a seguir uma ciclicidade.

Entre essas forças estão a religião, a espiritualismo, a política, a ciência, a filosofia, a curiosidade e a criatividade. Mas há um desacerto em tal teoria.

Um exemplo prático: se alguém trabalhar duro o bastante pode até ser que consiga alterar a história, para melhor ou para pior, daí vir o “teoria linear da História”.

Agora alguém deve estar se perguntando o motivo de tocar nessas teorias. Bem, forças internas e externas vêem trabalhando para que algo similar ao ano de 2012 se repita na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

Mas note, leitor. Similar, não igual. Não cíclico. E nessa observação, vejo que, após a saída do governador João Azevêdo das hostes do (PSB), aquele agente político que tiver condição legal para deixar a sigla que está atualmente filiado, assim fará. Será uma espécie de revoada eleitoral

E aqui falo, de forma evidente, dos que compõem a base aliada de Azevêdo. Em tempo, mudanças também ocorrerão naqueles que ocupam cargos de vereador e prefeito. E por último, a “revoada” pode atingir Brasília.

O senador Veneziano Vital Filho já expressou tal certeza. E nesses fatos ocorrendo (e correndo) de forma rápida, o socialista veio com uma carta na manga retirada com maestria. Ele lembrou que o Podemos está de portas abertas para receber João Azevêdo.

Detalhe: a esposa de Veneziano, a secretária de Desenvolvimento e Articulação Municipal do Estado, Ana Cláudia Vital do Rego, está filiada à legenda na condição de vice-presidente estadual da sigla e como pré-candidata a prefeita de Campina Grande.

E, numa hipótese plausível, caso o chefe do Executivo paraibano migre para o Podemos, a sigla ficará poderosa. Lembra de 2012, que citei no início do texto? O aconteceu naquele ano?

Pergunto e respondo: o início do desgaste político do então presidente da (ALPB), Ricardo Marcelo, que à época era filiado ao PSDB, acabou deixando o ninho tucano para os braços do Partido Ecológico Nacional (PEN).

Resultado: com ele outros colegas de Casa também migraram, numa debandada que pegou muitos líderes partidários de surpresa. Além de Ricardo Marcelo foram para o PEN os seguintes deputados: João Gonçalves (ex-PSDB), Edmilson Soares (PSB), Branco Mendes e Zé Aldemir (Dem), o licenciado Aníbal Marcolino
e o suplente na titularidade Mikika Leitão (PSL), Janduhy Carneiro (PPS) e Toinho do Sopão (PTN).

E para fechar o texto, nada impede que um deputado federal do
PDT ou DEM peça licença do cargo a fim de prestigiar a secretária Ana Cláudia Vital do Rego, primeira suplente da sua coligação. Além da própria filiação do seu esposo, senador Veneziano Vital ao Podemos.

E o Podemos tem tudo para assumir o poder. Agora é aguardar adecisão de João Azevêdo.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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