A maturidade política da Paraíba vem assumindo papel preponderante para sua estabilidade econômica. “Gigantes” como o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a longínqua Roraima ou o vizinho Rio Grande do Norte padecem com o endividamento elevado, falta de recursos para investimentos, despesas com pessoal acima do limite e gastos com servidores inativos em disparada.

Já o “Sublime Torrão” paraibano está numa posição de relativo conforto. No índice Capag – capacidade de pagamento – é atribuído as notas A, B, C ou D. Ele mede indicadores de endividamento, poupança corrente e liquidez. A Paraíba, no governo de Ricardo Coutinho (PSB), fez a lição de casa e fechou o ciclo com a letrinha B.

E assim o bastão foi passado para o governador João Azevêdo (PSB), sendo ele um dos responsáveis na gestão anterior pela boa engrenagem da máquina administrativa paraibana. Mas há diferenças claras no “lidar” e “fazer” política entre Ricardo Coutinho e Azevêdo. E uma delas é a capacidade de diálogo com os membros as Assembleia Legislativa da Paraíba, especificamente a base aliada.

Enquanto Ricardo Coutinho possui um estilo, digamos, mais combativo, Azevêdo prefere a diplomacia. E a prova concreta deu-se no último sábado, em evento ocorrido no município de Cajazeiras. O ex-governador utilizou palavras fortes, como “chantagem”, ao se referir aos membros integrantes do chamado G10, grupo político que, embora governista, assumiu uma postura de relativa independência em relação ao Palácio da Redenção.

Ricardo foi duro ao expor seu pensamento em relação ao G10. Disse ele, em tom ácido: “Se você diz que é governo, porém está num grupo que pode seguir ou não as orientações do governo, você quer ser uma espécie de independente, portanto, isso não é governo”.
     
Seguindo o caminho oposto no seu “modus operandi”, João Azevêdo se reuniu com o G10 no último dia 16. Após sentarem e discutirem pautas diversificadas, o grupo e o chefe do Executivo paraibano pousaram sorridentes para a foto oficial, reafirmando, os parlamentares, seus respectivos compromissos com a governabilidade da atual gestão.

E nessa linha divisória, mesmo que os estilos do “fazer política” sejam diferentes, João Azevêdo e Ricardo Coutinho entendem que não é viável um “cisma” entre o governo estadual e membros do G10, sob pena do projeto socialista ser prejudicado em 2020. 

A mesma equação serve para o G10. Não é de interesse romper com um governo cujos índices de popularidade e solidez no que diz respeito aos investimentos na Paraíba no último trimestre chegaram à cifra robusta que ultrapassa meio bilhão. E claro: os deputados necessitam de obras e investimentos em suas bases. Sejam eles do grupo mais independente ou os da base claramente aliada.  

E nessa gangorra, como já previu João Azevêdo e mesmo o próprio Ricardo Coutinho, no final do soneto a rima terá que sair perfeita, ou quase, sob pena da oposição ganhar robustez e dificultar um projeto político que foi iniciado há mais de 8 anos.

Eliabe Castor
PB Agora

 


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