A história da humanidade foi forjada por alianças sólidas entre tribos outrora nômades, grandes impérios como o Romano e Egípcio, passando pelos gregos, esses considerados como berço da civilização moderna. E nesse contexto de trocas de ideias, elementos culturais e efervescência cultural, um dos mecanismos catalisadores para a evolução humana surgiu na chamada Rota da Seda, o mais conhecido caminho entre o Oriente e Ocidente na antiguidade.

A partir desses contextos, o mundo começou a se transformar. Pode-se dizer que foram os primeiros passos para a globalização, e nessa nova realidade, marcos regulatórios seriam necessários. Foi aí que a participação dos gregos e romanos começou a moldar, ainda mais, a história do que nossa sociedade é hoje.

Quando se afirma que os gregos e romanos inventaram a política, o que se diz é que desfizeram aquelas características da autoridade e do poder. Embora, no começo, gregos e romanos tivessem conhecido a organização econômico-social de tipo despótico ou patriarcal, um conjunto de medidas foram tomadas pelos primeiros dirigentes.

Esses dirigentes eram os chamados legisladores, de modo a impedir a concentração dos poderes e da autoridade nas mãos de um rei, senhor da terra, da justiça e das armas, representante da divindade. E nesse caminho longo, chegamos ao pleito municipal de 2020. Retirando a pandemia que assola o país e toda a humanidade, já é hora de falar do processo eleitoral que se avizinha.

Cartaxo está isolado e Avante expande horizontes

Em conversa com o colunista, o deputado estadual Felipe Leitão (Avante) e líder do G11 na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) informou que a agremiação manterá diálogo com todos os prefeitáveis da Capital, fato que isola o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que hoje está à frente da presidência do Partido Verde na Paraíba.

É sabido que Cartaxo não abrirá mão de um membro da sua sigla para a disputa pela prefeitura de João Pessoa, e que tinha como certo o apoio do Avante. Erro de cálculo do alcaide, que vê fugir entre seus dedos aliados, e hoje ex-aliados importantes, como o vice-prefeito Manoel Júnior (Solidariedade) e o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB), pré-candidato a chefe do Executivo pessoense.

Nas palavras de Leitão, o Avante é um dos partidos que mais crescem na Paraíba, daí residir sua força como o fiel da balança em qualquer disputa política. Robusto, com uma estrutura macro, a sigla conta atualmente com a segunda maior bancada na ALPB e com a maior bancada de vereadores na Câmara Municipal de João Pessoa.

E isso não é pouco. No âmbito da Casa de Epitácio Pessoa figuram nas hostes do partido os deputados Genival Matias, Júnior Araújo, Taciano Diniz, Tião Gomes e Felipe Leitão. No Parlamento Mirim da Capital estão seis vereadores: Chico do Sindicato, Dinho, Raissa Lacerda, Professor Gabriel, Tanilson Soares e Renato Martins.

Vamos conversar com todos, diz Felipe Leitão

Independente de cores partidárias e bandeiras ideológicas, Leitão explicou que o Avante busca um candidato que tenha o compromisso com a cidade de João Pessoa, deixando claro que não se vence uma eleição sem alianças consolidadas. O isolacionismo não é prática viável na moderna política, algo que Luciano Cartaxo ainda não entendeu.

Centrado nos novos conceitos, Felipe Leitão foi pragmático na conversa que manteve com a coluna. “A costura política deve ser duradoura. Não se vence uma eleição de forma solitária. É preciso formar e fortalecer parcerias. Mas não somente no período eleitoral, e sim ser a aliança participativa no projeto político como um todo. Antes, durante e depois da caminhada”, avaliou.

Quem está no páreo?

Mesmo observando que as conversas com os prefeitáveis ainda serão iniciadas, a coluna aponta três bons nomes que o Avante pode firmar parceria. O ex-vereador da Capital e ex-deputado estadual Raoni Mendes (DEM), o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) e claro, o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas) e o comunicador Nilvan Ferreira (MDB).

Importante observar que, em decorrência da Covid-19, esta será uma eleição atípica, e até “morna”, pois o contato social entre eleitores e candidatos será mais restrito. Mas não se engane, leitor, quando a água da disputa começar a entrar em ebulição, o caldo vai ferver, e muito.

Eliabe Castor
PB Agora

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