Não há dúvidas. O Brasil vive, hoje, dois problemas de graves proporções. O primeiro está na figura controversa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, ao contrário de todos os colegas das mais variadas nações, insiste em “aniquilar” a quarentena social para “salvar” a economia do país. O segundo é a frágil estabilidade política do seu governo.

Ele adota algo próximo aos discursos iniciais pelos dirigentes da Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, países que hoje padecem com a propagação exponencial do novo coronavírus em suas respectivas repúblicas. Hoje, Nova Iorque é o epicentro da pandemia que devasta o mundo.

Os Estados Unidos passaram na terça-feira (31) da marca dos 164 mil casos de coronavírus no território, tendo agora o dobro de infectados que a China, berço da doença, que estabilizou o número de infectados na casa dos 82 mil, segundo dados da Universidade de Medicina Johns Hopkins.

Interessante notar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desdenhou do poder da pandemia; em atitude tardia, rendeu-se ao óbvio e destinou um pacote de US$ 2 trilhões que tem o objetivo de aliviar os impactos do coronavírus na economia norte-americana e buscar freneticamente minimizar as mortes causadas pela enfermidade.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, pediu desculpas, no último dia 26, por ter apoiado a campanha “Milão não para”, que foi lançada há um mês e estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. Hoje a Itália não enterra seus mortos. Crema sem os familiares.

“O Brasil não pode parar”

Algo similar foi aventado por Bolsonaro e seus filhos, ligados aos que muitos políticos de esquerda, direita e centro chamam de “gabinete do ódio”. Foi desse inferno que saiu a proposta de veicular uma campanha (com verbas públicas) intitulada “O Brasil não pode parar”.

As respostas democráticas e assertivas, que garantem o direito à vida, vieram de forma rápida. A juíza Laura Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, atendeu no sábado (28) pedido do Ministério Público Federal e assinado por 12 procuradores, proibindo o governo federal de veicular por quaisquer meios peças de propaganda da campanha “O Brasil não pode parar”.

Outras respostas, vindas do exterior, partiram daqueles que estão à frente da plataforma de uma rede social mundial. Estavam nas argumentações: “O Twitter apagou duas publicações “O Brasil não pode parar” da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29). No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

Bolsonaro é um ex-militar expulso do Exército por atos de terrorismo

Dos 11 inquéritos, ações penais, mandados de injunção e petições sobre o presidente Jair Bolsonaro que estão ou já passaram pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nenhum foi mais explosivo e preocupante para suas pretensões políticas do que o julgamento no dia 16 de junho de 1988 no Superior Tribunal Militar (STM).

Bolsonaro era acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Ele dera entrevista e publicou artigo na revista Veja, em 1986, com comentários nada amigáveis ao governo federal.

Também planejou ações terroristas. Iria explodir bombas em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército.

Bolsonaro não demite Mandetta, Moro e Paulo Guedes por temer um levante popular que pode redundar em seu Impeachment.

Jair Bolsonaro é um covarde que conseguiu unir esquerda, direita e centro numa batalha para “isolar” seus desejos megalomaníacos. Vê-se que o Congresso e o Supremo (sei que grande parte não merece confiança) mas estão lutando para anular ações suicidas de um presidente da República que beira a loucura.

E nesse contexto fico a me perguntar: os defensores do presidente já leram “Ensaio sobre a Cegueira?”. Um romance do escritor pelo português José Saramago. Prêmio Nobel de Literatura de 1998, relata na obra posta em discussão a seguinte conclusão: “Não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”. Bolsonaro se enquadra nesse diagnóstico, só que de forma macro, afinal, é um chefe de Estado. E não admitir seus erros pode ser chamado de genocida.

Moro, Mandetta e Guedes na lista dos próximos a serem demitidos pelos filhos do “mito”

Muito ligado aos filhos, Bolsonaro (de maneira serviçal) ouve o deputado federal Eduardo Bolsonaro, vendedor de hambúrguer na terra do Tio Sam, cujo inglês ruboriza de vergonha crianças de dois anos em aprendizado da língua inglesa. Pretendia ser diplomata nos EUA, mas não “colou!”. Sua incapacidade é notória.

O senador Flávio Bolsonaro, que hoje é apontado como “amante” das milícias do Rio de Janeiro e defensor do fim da quarentena, além do vereador Carlos Bolsonaro, parlamentar que comanda o “gabinete do ódio” e bem ligado aos seus “manos”.

Todos desdém do povo brasileiro e buscam com sua família “fritar” ministros que se contrapõem ao lógico da lógica. A preservação da vida, para eles, é estatística. Homens mimados que nunca tiveram uma Carteira de Trabalho assinada.

O “gabinete do ódio” busca derrubar Moro, Guedes e Mandetta

O Ministro da Justiça Sérgio Moro e o ministro da Fazenda Paulo Guedes se uniram nos bastidores do governo ao ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, nas ações de combate ao coronavírus (Covid-19).

A ação isolou o presidente Jair Bolsonaro, que cada dia está mais “eremita” dentro do seu próprio governo depois de atitudes tomadas contra o isolamento social. As crias do presidente buscam derrubar os ministros, mas está complicado, pois já não têm a simpatia de parlamentares e boa parte da sociedade brasileira.

Mourão manda recado implícito para Bolsonaro

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, usou sua conta no Twitter para publicar uma mensagem exaltando o golpe que iniciou o período da ditadura militar no Brasil. A intervenção militar no país, que começou a partir de um movimento iniciado na noite de 31 de março de 1964 e na madrugada de 1º de abril, completa 56 anos nesta terça-feira, 31.

Eu, que já tive passagem na Caserna, entendo sua mensagem. Não foi uma agressão ao povo brasileiro, e sim um alerta a Bolsonaro, que está em franca decomposição no círculo militar e civil.

Antes de um eventual processo de impeachment, as Forças Armadas estão de prontidão para barrar eventuais loucuras a serem praticadas por Bolsonaro. Em tempo: prerrogativa que está inserida na Constituição brasileira.

Só espero que, havendo uma intervenção militar, ela seja curta e ponha os princípios constitucionais acima dos interesses das Forças Armadas. Mas que isso não seja necessário em respeito ao nosso povo, afinal, 2022 está batendo em nossas portas.

Elaibe Castor
PB Agora

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