Por Eliabe Castor
 
 

A bancada bolsonarista na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) segue os refrões e estribilhos cantados e decantados pelo presidente Jair Bolsonaro. Assim como o chefe do Executivo Federal, o deputado Cabo Gilberto (PSL) mantém um discurso radical em relação às suas ações políticas, muitas vezes polêmicas e questionáveis.

Cito como exemplo mais que concreto a manifestação em defesa do governo federal, ocorrida no último domingo, em João Pessoa, cujo principal articulador foi exatamente o parlamentar liberal. Contrariando as recomendações vindas de organismos nacionais e internacionais ligados à saúde, Cabo Gilberto estimulou o movimento, mesmo com a pandemia do coronavírus em exponencial crescimento em todo o mundo.

Outro que segue a cartilha quase à risca escrita pelo presidente da República é o deputado Walber Virgolino (Patriotas). Mesmo tendo uma obsessão compulsiva em buscar desqualificar o trabalho de jornalistas e radialistas paraibanos, chegando, inclusive, a propor a chamada CPI da Imprensa, o parlamentar tem uma postura mais “amena”, não concordando com todos os ditames advindos do Palácio do Planalto. Daí o “quase à risca”.

Em síntese, Cabo Gilberto e Walber Virgolino foram eleitos com o mesmo discurso de Jair Messias Bolsonaro, e não poderiam (nem podem) modificar o que defenderam enquanto pelejavam por um assento na Casa de Epitácio Pessoa. Certos ou não, são fiéis ao discurso da direita. Tudo está compatível ao solilóquio daquele que está à frente do Executivo Federal, mesmo que o monólogo possa impor perigo a determinados princípios democráticos.

E na esteira do então fenômeno eleitoral Bolsonaro, outro que se beneficiou do momento político foi o deputado estadual Moacir Rodrigues (PSL). Como seu pares “bolsonarianos”, assumiu um discurso nas eleições de 2018 exaltando a família, ordem e progresso, em acentuado ufanismo brasileiro.

Moacir Rodrigues foi eleito e na sua diplomação enquanto deputado estadual balbuciou poucas palavras e em definitivo se calou. Ele ainda não assumiu o compromisso relatado a seus eleitores na época do pleito. Sempre surge na ALPB de maneira discreta. Não ocupa a tribuna do plenário e muito menos se detecta proposituras de boa envergadura vindas do seu gabinete.

Quase apagado, pequenos lampejos saem das suas ações enquanto parlamentar. Falta-lhe gosto pelo cargo que ocupa. Ou pelo menos parece faltar, mesmo recebendo um robusto salário. Mas ainda há tempo para Rodrigues mostrar bom desempenho na Assembleia Legislativa da Paraíba. Caso contrário, será deputado de um só mandato. O mesmo vale para os que pregam atos radicais.

 

Eliabe Castor
PB Agora

 
 

Por Eliabe Castor

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