A conclusão é óbvia. Após o período de Carnaval o clima de certa “afabilidade” entre deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e o próprio governador João Azevêdo (Cidadania) será modificado drasticamente, e a resposta é simples. Efetivamente as eleições municipais de 2020 serão iniciadas, não dependendo do calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além dos personagens que já detêm cargos eletivos, existem outros que buscam as “luzes da ribalta” a fim de entrarem no tablado movediço e encantado do poder. E os primeiros movimentos virão na direção do governador João Azevêdo. Está marcado para o dia 28 de fevereiro, às 9h, um ato em frente ao Palácio da Redenção.

Mas que ato será este? Pergunto e explico: policiais civis, militares e bombeiros buscarão uma nova negociação com o Governo do Estado para uma melhoria salarial. E nele, não apenas líderes de classe estarão presentes, mas os deputados estaduais Cabo Gilberto (PSL) e Walber Virgolino (Patriotas) estarão no ato que ganha, cada vez mais, conotação política com a proximidade das eleições.

A lógica é sair bem na foto e ampliar suas respectivas bases. E por falar em “bases”, mísseis e torpedos serão disparados pelos que compõem a atual legislatura da Assembleia Legislativa da Paraíba, estando nessa mesma linha beligerante a bancada federal paraibana.

Tapinhas no ombro e sorrisos apertados continuarão a existir, embora com menos intensidade. A Paraíba experimentará, novamente, uma “zona de guerra”, pois os políticos entendem que perder um palmo de terreno para o adversário fará falta, e muito, em anos vindouros.

No mais, um espetáculo de baixaria aqui, solicitação das Forças Armadas acolá. Sem falar na força da verba sobre o verbo. Ah! Ainda há o “espólio” deixado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) que, citado na Operação Calvário à exaustão, perdeu forças e aliados. E todos querem um naco desse “pão” que já foi socialista.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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