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Advogados vão acionar a Justiça para investigar ação envolvendo policiais da PM e da PF

 

A coordenação jurídica da coligação Uma Nova Paraíba vai acionar a Justiça para investigar e punir os abusos cometidos pelo comando da Polícia Militar (PM), que ordenou neste sábado (23) uma operação para revistar e humilhar os advogados da coligação que estavam trabalhando durante fiscalização Polícia Federal (PF) na casa e ateliê do artista plástico Sereco, em Campina Grande. Além disso, a ação ordenada pelo alto comando da PM quase terminou em um tiroteio entre policiais militares e a Polícia Federal.

A ação começou com a Polícia Federal indo até

o imóvel onde os advogados trabalhavam para apurar uma denúncia de crime eleitoral contra a coligação Uma Nova Paraíba. Como não encontraram nada – o único material presente no lugar era uma peça de tecido laranja, usado para confeccionar bandeiras – os agentes da PF decidiram sair do local.

Porém, quando ainda estavam dentro do carro, a Polícia Militar chegou. Alegando estarem cumprindo determinações de João Pessoa, se referindo claramente ao Comando da Polícia Militar, os policiais revistaram oito advogados da coligação, obrigando-os a levantar a camisa e se reportando aos advogados com frases como "Tá pensando que advogado não leva baculejo?", "Gostou não?" e "Levanta a camisa".

Os policiais militares ainda sacaram as armas e depois obrigaram os agentes da Polícia Federal, que assistiam a toda a cena de dentro carro, a saírem do veículo para que tudo fosse revistado. O constrangimento ainda ficou maior quando os federais foram levados até uma delegacia de Campina Grande para que o fato fosse registrado. Os advogados da Coligação Uma Nova Paraíba decidiram voluntariamente acompanhar os federais para testemunhar a arbitrariedade cometida pelos PMs.

Providências – Para o coordenador jurídico da coligação Uma Nova Paraíba, Ricardo Sérvulo, a ação contra os advogados infringiu garantias fundamentais definidas pela Constituição Federal e pela própria Ordem dos Advogados do Brasil, que proíbe que advogados sejam revistados quando estão exercendo a profissão.

"Foi uma operação arbitrária, abusiva e ilegal, onde os policiais deixaram claro que estavam cumprindo ordem do alto escalão da Polícia Militar", definiu o advogado.

Ricardo Sérvulo adiantou que vai tomar providências jurídicas junto aos Ministérios Público Federal, Estadual e Eleitoral, além da Polícia Federal, para que o caso seja investigado com todo o rigor e os abusos sejam punidos da forma como dita a lei.
 

 

Assessoria

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