Por pbagora.com.br

Em política, como mais do que tudo na vida, as aparências enganam. E nos levam a análises das mais diversas. Na maioria das vezes, se trabalha com sinais. Poucas vezes, com a realidade dos fatos.

Assim como no Direito, a verdade raramente está nos autos.

Pra mim, foi o poeta Ronaldo Cunha Lima, ao sair do Sítio Araticum na tarde deste domingo, que deu o maior dos sinais para a discussão sobre do futuro do PSDB, após mais uma reunião de Cássio, Cícero e deputados da legenda.

“Poeta, escreva o final dessa novela”, provoquei. “É um final feliz”, respondeu, com o um sorriso fácil, de menino travesso.

Não à toa. Na última sexta, Cícero não fez vetos ao apoio a Ricardo Coutinho, cujo grupo entende, estatisticamente, o mais competitivo para derrotar o projeto de reeleição do governador Maranhão.

Ontem, permitiu que o PSDB fosse conversar com o prefeito da Capital.

Aparentemente, parece que Cícero finge flexibilizar para manter todos no PSDB e, ao final, dar o golpe de misericórdia. E, neste caso, de fora, só há uma leitura a fazer: Cássio e Cícero estão numa verdadeira queda de braço na tentativa de identificar o mais habilidoso.

Mas, além do sorriso de Ronaldo, tem um sinal que precisa ser avaliado. Não é estranho que esse povo esteja tão armado e ainda não tenha brigado efetivamente? Foram muitos encontros para que eles estejam mantendo as mesmas posições divergentes sem chegarem as vias de fato.

Soma-se a isso o fato de que a direção nacional lavou as mãos para o impasse na Paraíba. E que, na última sexta-feira, conforme adiantou o Portal Correio, Cícero teria admitido abrir a candidatura em caso de falta de obrigatoriedade de se ter um palanque próprio para Serra.

Para resumir, é bom se começar a incluir no debate a possibilidade de um acordo interno, em que Cássio e Cícero tenham saído satisfeitos. E, especialmente, ainda amigos.

O que se veste bem como final predito pelo poeta. Final esse que, por enquanto, somente será partilhado com os que mais interessam.
 

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