No último dia 4, o juiz Henrique Jácome autorizou a liberação do servidor público municipal de Cabedelo, Inaldo Figueiredo da Silva, que deixou a Penitenciária de Segurança Média Hitler Cantalice para cumprir medidas cautelares no regime semiaberto, devendo se recolher à casa dele das 22h às 6h. Tal decisão pode vir a beneficiar os demais réus do caso, como o ex-prefeito Wellington Viana França (Leto Viana) é o que espera a defesa dos acusados. A decisão da juíza Higyna Josita Simões de Almeida, que assumiu a função do juiz titular Henrique Jácome de Figueiredo, que entrou de férias deve ser tomada amanhã (19).

A decisão do juiz Henrique Jácome que liberou Inaldo Figueiredo da Silva, atendeu o pedido do advogado de defesa Robério Capistrano, mas impôs que o servidor não pode se ausentar de Cabedelo ou João Pessoa sem autorização, além de evitar frequentar bares, restaurantes e casas de show.

Assim, é possível que o mesmo benefício seja estendido aos demais réus que também já passaram pela fase de instrução do processo, como já entendeu o MP. Em relação a Inaldo, o magistrado entendeu ainda que ele não tinha “considerável influência política e econômica”.

A expectativa da defesa dos réus Wellington Viana França (Leto Viana), Leila Maria Viana do Amaral, Antônio Bezerra do Vale Filho, Lúcio José do Nascimento Araújo e Tércio de Figueiredo Dornelas Filho é de que eles pudessem ser soltos ainda hoje, probabilidade refutada pela magistrada.

Segundo as denúncias, os acusados integravam uma organização criminosa em Cabedelo que teria sido responsável por vários episódios criminosos, dentre eles a compra e venda do mandato do ex-prefeito José Maria de Lucena Filho, o Luceninha (MDB) e a sua consequente renúncia ao cargo; irregularidades na Prefeitura e na Câmara de Vereadores, com contratação de servidores fantasmas; e esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais.

Constam ainda nas acusações outras irregularidades, como o financiamento de campanha de vereadores; atos de corrupção envolvendo a avaliação, doação e permuta de terrenos pertencentes ao erário municipal, que beneficiava diversas empresas, bem como ações ilícitas para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares, com a distribuição de valores ilícitos para vereadores, com atuação pessoal de Leto Viana.

 

 

Redação

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