Policiais do Brasil e do Paraguai prenderam hoje (13) Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro, ele é suspeito de abastecer as favelas cariocas com drogas, armas e munições e acusado de chefiar o comércio de drogas comunidades Mandela 1, 2 e 3, no Complexo de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro.

Marcelo Piloto fez parte de um grupo de dez traficantes acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª Delegacia Policial, no Engenho Novo, também na zona norte. O resgate foi no dia 3 de julho de 2012, em uma ação ousada  de invasão de um prédio policial.

Marcelo Piloto estava escondido há anos no Paraguai e já foi indiciado por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, latrocínio e roubos, de acordo com a secretaria. Ele foi preso na cidade de Encarnación, no país vizinho, em uma ação conjunta da Polícia Federal brasileira com a Polícia Nacional do Paraguai, a Secretaria Nacional Antidrogas daquele país e a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).

Segundo o Portal dos Procurados do Disque-Denúncia, o traficante sempre anda cercado de seguranças fortemente armados e costuma promover bailes funk nas comunidades em que movimenta a venda de drogas. Marcelo havia sido preso em 1998, mas fugiu do sistema penitenciário depois de ter sido colocado em regime semiaberto em 2007.

É considerado um dos principais nomes do Comando Vermelho e, quando estava no Rio, atuava na região do complexo de Manguinhos, na zona norte da cidade. Marcelo tem contra ele 20 mandados de prisão expedidos por nove varas criminais diferentes do estado do Rio.

De acordo com o portal, o traficante sempre anda cercado de seguranças fortemente armados e costuma promover bailes funk nas comunidades em que movimenta a venda de drogas. Marcelo Piloto foi preso pela primeira vez em 20 de março de 1998 e cumpriu pena na Penitenciária Doutor Serrano Neves, no Complexo de Gericinó. Em 24 agosto de 2007, passou para o regime semiaberto e foi cumprir a pena no Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, de onde fugiu seis dias depois.

A Secretaria de Segurança informou que Marcelo Piloto continuará preso no Paraguai enquanto estão sendo agilizados os trâmites burocráticos para que ele seja extraditado para o Rio de Janeiro. Segundo o órgão, a prisão de Marcelo Piloto é "um grande golpe no crime organizado atuante no Rio de Janeiro" porque ele havia se tornado o maior fornecedor de armas, munições e explosivos da facção criminosa Comando Vermelho.

 

Agência Brasil
Polícia do Paraguai/Divulgação

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