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Polícia prende acusado de assassinar finlandeses e procura foragido

A Polícia Civil da Paraíba está concluindo o inquérito policial que
apura a morte dos finlandeses Pasi Kalervo Kaartinen, de 71 anos; a
esposa dele, Riitta Marjatta Kaartinen, de 68 anos; e a amiga do casal,
Sirpa Helena Tiihonen, de 60 anos, cujos corpos foram encontrados num
canavial, em Pitimbu, na última sexta-feira (2).

 

Um dos homens investigados pela polícia já está preso. Trata-se de
Francisco das Chagas Vasconcelos Lima, conhecido por Vasco, 51 anos,
sócio do mecânico Constantino Alexandre da Silva, 58 anos, o outro
investigado que está foragido. Antes de ter a prisão temporária
decretada, o mecânico foi ouvido pela polícia e, com ele, foram
apreendidos mais de dez cartões de crédito que pertenciam às
vítimas.

 

Até o momento, 11 pessoas foram ouvidas, vários exames periciais foram
solicitados e uma nova perícia foi realizada na residência do casal,
localizada no município do Conde, onde foram encontrados vestígios de
sangue. A polícia acredita que as vítimas foram executadas dentro da
casa e, em seguida, tiveram os corpos desovados no canavial, sendo
transportados em uma Land Rover, que foi apreendida.

 

Na ocasião, a perícia utilizou uma técnica avançada, a mesma usada
nas investigações da morte de Isabela, em São Paulo, que resultou na
condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A substância
luminol, em contato com o ambiente, consegue identificar a presença de
sangue, mesmo que o local tenha sido lavado.

 

**Motivação do crime** – De acordo com as investigações, a
motivação do crime teria conotação patrimonial, uma vez que os
investigados se diziam proprietários da casa, afirmando ter adquirido
da vítima por um valor de R$ 290 mil. A casa, no entanto, continua
registrada no nome de Pasi Kalervo e está avaliada em mais de R$ 600
mil. A polícia também encontrou uma procuração da vítima dando
plenos poderes a Constantino para a venda de propriedades. Segundo
relatos de testemunhas, outros três terrenos de propriedade da vítima
teriam sido vendidos pelo suspeito, mas o dinheiro não teria sido
repassado.

 

O casal, juntamente com a amiga, entrou no país no dia 20 de novembro.
Eles costumavam passar temporadas na Paraíba, fugindo do inverno
europeu. As investigações vão continuar, outras pessoas deverão ser
ouvidas e a polícia aguarda os resultados das perícias requisitadas ao
IPC para a conclusão do inquérito policial.

 

As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Pitimbu, e em
seguida, o caso foi repassado para o Grupo de Operações Especiais
(GOE), por determinação do delegado geral, Severiano Pedro do
Nascimento Filho.

 

Secom-PB

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