Cento e oito notificações de violência contra a mulher foram feitas nos cinco Núcleos de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro e outubro deste ano. A maioria delas sofreu pelo menos dois tipos de violência e de acordo com o tipo, foram classificadas como físicas (32 casos), psicológicas (93), sexuais (16), torturas (6), financeiras (3) e negligências (5), conforme as fichas preenchidas pelas vítimas durante os atendimentos.

Para celebrar o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, que acontece nesta quinta-feira, 25, a coordenação do programa vai realizar, a partir das 8h30, palestras no Centro de Saúde Dr. Francisco Pinto e no Serviço Municipal de Saúde, que serão abertas a profissionais da rede municipal e também a população em geral.

Os núcleos funcionam no Isea, que é o serviço de referência para as vítimas de violência sexual, Serviço Municipal de Saúde, além dos Centros de Saúde do Catolé, Palmeira e Dr. Francisco Pinto, no centro da cidade, e têm o objetivo de notificar os casos suspeitos e/ou confirmados de violência doméstica e sexual, explica a coordenadora do programa, Cícera Arquelino Alves.

Além de identificar, notificar e dar encaminhamento das vítimas de violência para os setores competentes, o programa realiza ações educativas e promove a divulgação e discussão com a comunidade sobre a Lei Maria da Penha. Neste ano, somente no Centro de Saúde Dr. Francisco Pinto, 520 mulheres assistiram palestras e receberam material informativo.

Ainda de acordo com os dados dos núcleos, conforme o meio utilizado para realizar a agressão nas mulheres, foram notificados 26 por força corporal, 26 por enforcamento, sete por objetos perfuro-cortantes como lâminas de barbear, seis por objetos contundentes como facas, cinco por arma de fogo, 48 verbais e 32 ameaças.

Nestes casos, os núcleos não registram os casos em que as mulheres foram assassinadas, explica Cícera, acrescentando que entre as vítimas existem crianças, adolescentes, adultas e idosas. Em relação ao vínculo dos autores da violência contra as mulheres, a maioria deles, 28, é de cônjuge, mas o número de ex-cônjuges e ex-namorados também é alto: 24 no total.

Outro número que surpreendeu a coordenadora dos núcleos é a quantidade de amigos ou conhecidos que praticaram a violência: 13. Houve ainda casos de filhos (5), irmãos (5), padrastos (2), pais (6), mães (3), desconhecidos (9), cuidador (1), nora (1), madrasta (1), avó paterna (1) e namorado (1). Oitenta dos casos de violência foram registrados nas próprias residências das vítimas, 19 em via pública, um no local de trabalho e um em local onde a vítima praticava atividade esportiva.

CAMPANHA – O dia 25 de novembro marca em todo o mundo o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que termina no dia 10 de dezembro, que é o Dia Internacional dos Direitos Humanos). Outras duas datas integram a campanha: o dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Mulheres de Montreal.

O dia 25 de novembro foi escolhido como o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

 

 

Codecom/CG

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