A nova filosofia de policiamento, pautado na proximidade com a população e com o policial envolvido na busca por soluções dos principais problemas da comunidade, ganhou reforço, nessa terça-feira (26). É que a Polícia Militar concluiu a formação de mais 348 policiais para atuarem no policiamento comunitário, chegando a marca de 3.202 formações de 2011 até agora.

O comandante-geral da corporação, coronel Euller Chaves, que esteve na solenidade de conclusão do curso, no Centro de Educação da PM, destacou que o curso oferece à sociedade mais 348 promotores da paz e da ordem pública. “Porque acreditamos em uma polícia forte, comunitária, enérgica, treinada e capacitada para o combate, mas focada na paz e no olhar para a compreensão do mundo em sociedade. Esta é a nossa crença e será a nossa prática, com esses novos 348 promotores da paz e da ordem pública”, disse.

Para um dos policiais formados, o aluno soldado Jean Felipe Palmeira de Morais, o curso não apenas capacita, mas traz uma nova visão aos policiais. “Saímos deste curso com a visão de que muito mais do que policiais militares, somos policiais comunitários. Temos o dever de ser catalisadores das mudanças que a população tanto espera. Estaremos mais do que nunca ao lado da comunidade, ao lado dos cidadãos, pois a sociedade enxerga em nós não apenas a segurança, mas a esperança em dias melhores”, frisou.

Com as formações de 2011 até agora, a corporação aumenta em mais de 75% as formações realizadas de 1998 até o ano de 2010, período que apenas 796 policiais foram formados. Além dos cursos desenvolvidos pela corporação, nos últimos dois anos já foram enviados 14 policiais para participarem do curso internacional de multiplicador de polícia comunitária – sistema Koban – ministrado por policiais japoneses, nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A corporação paraibana teve ainda a tenente Dayana Cruz selecionada para participar do curso de promotor de polícia comunitária, no Japão, onde conheceu na prática o policiamento comunitário desenvolvido pela polícia japonesa, que serve de base para adaptação e aplicação na Paraíba.

Unidades de Polícia Solidária – A filosofia de polícia comunitária vem sendo aplicada por meio das 26 Unidades de Polícia Solidária no Estado e dos quadrantes de polícia preventiva, que além de desenvolverem o policiamento, oferecem projetos sociais e um canal de diálogo para discutir os problemas apontados pela comunidade, ainda que não sejam da esfera policial propriamente dita. São 16 UPS na Capital, cinco em Campina Grande, duas em Cabedelo, uma em Bayeux, uma em Santa Rita e outra em Guarabira.



Redação

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