A Operação Dragão que foi deflagrada pela Polícia Civil, resultou por parte da Vara de Entorpecentes da Comarca de Campina Grande no julgamento parcial da denúncia feita pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para condenar sete réus suspeitos de envolvimento em uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas. A decisão foi do juiz Edivan Rodrigues Alexandre.

Segundo o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) goram condenados Josinaldo Araújo Amaro, Ronyellison do Ó, Welson Robson do Ó Nascimento, Diana Priscila do Ó Nascimento, Amanda Cilene Batista, Caio Vinícius Nascimento Araújo e Aderval Oliveira do Ó. A ré Érika do Ó Nascimento não foi encontrada e foi determinada a suspensão do feito e do prazo prescricional.

A sentença proferida nos autos absolveu os acusados do crime de associação para o tráfico. “A organização criminosa já é uma associação, só que de proporções bem maiores em virtude da grandiosidade de sua estrutura: grupo hierarquizado onde se constatam diversas funções, entre elas a de comando do grupo”, alegou o magistrado.

A Operação Dragão resultou em mais de 40 denunciados e, por causa disso, foi determinada a cisão processual por grupos. A investigação apurou os delitos praticados por vários núcleos distintos de tráfico a fim de repassar e distribuir, de forma ilegal, as substâncias entorpecentes. A investigação utilizou, principalmente, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

De acordo com o juiz, as provas apontam as tarefas de cada um, voltadas para transações, transporte, comércio e distribuição das substâncias – provas suficientes para indicar a autoria e a materialidade do crime.

Conforme os autos, os depoimentos das testemunhas apontam que o acusado Josinaldo de Araújo e Diana Priscila eram companheiros. O primeiro era presidiário, mas mantinha o contato com a mulher, coordenando o tráfico de drogas. Diana atuava com o auxílio da irmã Érika na distribuição e transporte das drogas e com a ajuda do filho de Érika, Caio Vinícius, que realizava viagens para buscar as substâncias. Já os denunciados Welson Robson e Ronyellison mantinham, com Josinaldo, a coordenação das ações de tráfico. Aderval também tem parentesco com Josinaldo e participava do esquema criminoso, já tendo sido preso em flagrante duas vezes pela Delegacia de Entorpecentes.

Tendo em vista a acusação de serem comandantes do grupo criminoso, Josinaldo de Araújo Amaro, Welson Robson do Ó Nascimento e Ronyellison do Ó foram condenados às penas respectivas de: quatro anos e oito meses de reclusão e 23 dias-multa, cinco anos e quatro meses de reclusão e 26 dias-multa e quatro anos e oito meses de reclusão e 23 dias-multa.

 

Caio Vinícius Nascimento Araújo recebeu a pena definitiva de três anos de reclusão e 10 dias-multa. Aderval Oliveira do Ó foi condenado a quatro anos e oito meses de reclusão e 23 dias-multa. Diana Priscila do Ó Nascimento teve a pena fixada em três anos de reclusão e 10 dias-multa, enquanto a de Amanda Cilene Batista foi calculada em quatro anos de reclusão e 20 dias-multa. Todos cumprirão a pena em regime inicialmente fechado.

 

Redação com TJPB

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