Em mais um capitulo, que envolve integrantes da ‘Operação Calvário’, foi trazido neste domingo (26), diálogos mantidos entre o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho(PSB), e o operador da Cruz Vermelha na Paraíba, Daniel Gomes, seguem a surgir. Os fatos apresentados pelos dois em seus diálogos trazem informações sobre outras personalidades do poder na Paraíba, a exemplo do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fernando Catão. Segundo os diálogos mantidos pelos dois, Catão teria buscado estabelecer sociedade com Ricardo e Daniel na empresa Troy, que ele não tinha conhecimento ser de posse dos dois.

A Operação Calvário investiga crimes de desvios de recursos públicos da saúde e da educação no estado através de contratos com Organizações Sociais, principalmente a sucursal do Rio Grande do Sul da Cruz Vermelha administrada por Daniel Gomes. A operação ganhou destaque na mídia nacional por envolver nomes do alto escalão na gestão do ex-governador Ricardo Coutinho.

No áudio com o tom de quem confidencia uma descoberta com um colega de trabalho, Daniel revela para o então governador Ricardo Coutinho quem seria o dono do Grupo Lavieri. “Governador, isso aqui muito me chamou atenção. Se o senhor já ouviu falar nesse Grupo LAVIERI… ele é dono dessas empresas aqui…dono disso aqui? [Fernando] CATÃO!”, afirma Daniel.

Segundo Daniel a descoberta teria sido feita após Catão procurar pelo então diretor do LIFESA José Góes em busca da criação de uma relação de negócios. No encontro Fernando teria apresentado a Góes o seu filho Bruno Catão e o seu sócio Eduardo Lavieri. Segundo Daniel, Catão buscava estabelecer uma relação de sociedade na empresa Troy sem saber que a mesma pertenceria a ele e ao governador. “Efetivamente era CATÃO que tava por trás disso tudo”, afirma Daniel.

“Fico muito feliz, espero que dê tudo certo, mas nós queríamos fazer parte, queríamos realmente fazer parte e eu lhe garanto a minha blindagem”, teria sido a grande proposta feita pelo conselheiro em troca da sociedade. Segundo o diálogo, as negociações com Catão estariam paralisadas naquele momento esperando uma opinião do governador acerca da possibilidade de aceitar Catão como sócio em troca do apoio no TCE-PB. “A minha blindagem nesse projeto que a gente faça parte”.

Redação

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