Por pbagora.com.br

Homem é preso por receber R$ 146 mil em benefícios de pensionista morta

Quase R$ 150 mil. Este foi o lucro obtido indevidamente por um homem preso na última terça-feira, dia 20, em João Pessoa, suspeito de estelionato e falsificação de documentos.

Antônio Magno Toledo, responsável pela Delegacia Especial de Defraudações da Polícia Civil, declarou estar proibido de divulgar o nome indivíduo, apenas informando as suas iniciais F.C.S.

O suspeito foi preso em flagrante quando sacava dinheiro na agência do Banco do Brasil, localizada na avenida Epitácio Pessoa. Segundo o delegado Magno, o homem recebia, desde novembro de 2009, uma pensão do Estado no valor de R$ 11.100,00. O problema é que a quantia recebida seria de Edith Rodrigues do Rêgo, por direito, isso se ela não estivesse morta desde 2008.

"O indivíduo informou aqui na delegacia que comprou uma procuração falsa de um de um corretor de empréstimos, identificado por Paulo. Essa procuração dava plenos poderes para que ele continuasse recebendo a pensão de Edith", explicou o delegado.

Magno informou ainda que os dados da pensionista podem ter sido conseguidos através da relação direta que o suspeito tinha com sua filha. "Ele disse em depoimento que era namorado da filha de Edith".

As investigações ainda pretendem verificar se a irregularidade vem acontecendo desde a morte da pensionista, ou apenas, a partir de novembro de 2009, como já foi comprovado. "Para isso vamos pedir a quebra de sigilo bancário do acusado, não só no Banco do Brasil, mas também no Banco Real, já que o Estado costumava fazer o pagamento nesta instituição há alguns meses atrás", explicou o chefe das investigações que tem até o dia 30 para concluir o inquérito e encaminhá-lo para a Justiça.

Além da pensão, F.C.S também recebeu R$ 35 mil em empréstimos consignados em nome de Edith. Somando os valores, ele arrecadou R$ 146.000,00 até o início do mês de julho. Este montante, entretanto, pode aumentar ainda mais se for comprovado que a irregularidade acontece desde 2008.

Se condenado, o golpista pode pegar até 11 anos de prisão. Ele será denunciado por estelionato (pena máxima de 5 anos), e por falsificação de documentos ( de 2 a 6 anos de detenção).

Depois de prestar depoimento na Delegacia Especial de Defraudações, o suspeito foi encaminhado para a central de Polícia, no centro da capital. Ainda nesta sexta-feira, dia 23, ele deverá ser transferido para algum presídio da cidade.
 

 

 

Redação com O Norte

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