Por pbagora.com.br

CORRUPÇÃO – Prejuízo com fraude em pagamentos de servidores do Ministério da Saúde chega a R$ 11,4 milhões

Policiais civis da Delegacia de Defraudações do Rio realizam uma operação em quatro estados para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar contracheques de servidores aposentados do Ministério da Saúde . Eles já prenderam quatro pessoas. De acordo com a polícia, o grupo montou uma falsa associação que tinha acesso a documentos de servidores. A partir daí, eles falsificavam as assinaturas e descontavam pequenas quantias dos contracheques.

 

A quadrilha desarticulada na manhã desta terça-feira por policiais da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro lucrou cerca de R$ 11,4 milhões nos últimos cinco anos em fraudes em contracheques de servidores aposentados do Ministério da Saúde, segundo a Polícia Civil. Na operação desencadeada hoje, três pessoas foram detidas no Rio e uma em Vitória. Ao todo, 60 agentes participaram da ação para cumprir também 14 mandados de busca e apreensão.

O titular da Delegacia de Defraudações, Robson Costa, explicou que a fraude era articulada por cinco associações – duas delas ainda sem mandado de busca e apreensão. As instituições tinham acesso aos cadastros do Ministério da Saúde e descontavam, sem a autorização de adesão dos servidores, um valor diretamente no contracheque. A estimativa da polícia é que 3,8 mil aposentados e pensionistas em todo o Brasil tenham sido vítimas do golpe.

Segundo o delegado, essa quadrilha pratica o golpe desde 1995 e o principal desafio agora é entender e levantar como essas pessoas conseguiam os cadastros dos aposentados.

"Eles se serviam de cadastros de pessoas – em quase sua totalidade funcionários aposentados do Ministério da Saúde – e, de posse desses dados, falsificavam as assinaturas desses aposentados para conseguir o desconto em folha. Os valores descontados variam entre R$ 10 e R$ 150, mas, diante da pequena quantia descontada, os aposentados custavam a perceber ou até hoje não percebem o desconto efetuado ilegalmente", disse Costa.

A estimava levantada na Operação Hermes é que a fraude rendia à quadrilha cerca de R$ 180 mil por mês. Em cinco anos, foram subtraídos R$ 11,4 milhões. Foram apreendidas fichas de cadastros das associações, computadores, fichas de adesão e reclamações de aposentados que se queixaram do desconto.

Pelo menos sete pessoas participavam da fraude. "Eram associações distintas, mas todos os criminosos têm ligação de parentesco, amizade ou já foram funcionários de uma das associações envolvidas. São pessoas de classe média alta que viviam bem desse golpe", afirmou Robson Costa.

 

Agência Brasil
 

 

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