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Esposas de presos pedem retorno das visitas e denunciam maus tratos no Presídio do Roger

No início da tarde desta terça-feira, dia 4, um grupo de mulheres esteve em frente ao Presídio do róger para tentar conversar com o diretor Irênio Pimentel à respeito da suspensão de visitas e demais benefícios ao detentos da unidade carcerária.

Cerca de 20 mulheres estiveram no local por volta das 13h de hoje reivindicando notícias de seus filhos e maridos, já que desde o dia 19 de dezembro os detentos que cumprem pena no Róger estão sem receber visitas. A proibição e a suspensão de outros benefícios como o indulto de natal ocorreram depois que cinco presos foram mortos com requintes de crueldade em uma das celas do presídio.

"Passei o Natal e o Ano Novo sem notícias de meu irmão e marido. Acho injusto e cruel com os membros das famílias", disse uma doméstica que não quis se identificar.

Além de reclamar notícias de seus parentes, as manifestantes fizeram graves denúncias sobre o que estaria acontecendo nas dependências da unidade carcerária. Elas enumeraram falta de água e comida para os detentos e ainda afirmaram que eles estariam sofrendo agressões físicas por parte dos agentes.

O diretor Irênio Pimentel informou fez questão de enfatizar que o que houve hoje não foi um protesto. "Elas estiveram aqui para conversar comigo e pedir que a antrega dos alimentos trazidos pelos familiares aos detentos fosse liberada, mas ainda vou conversar com o novo secretário para saber se poderemos liberar este benefício ou não".

Quanto à falta de água, o diretor explicou que a bomba de água do presídio quebrou no dia do feriado (1°), mas que para resolver o problema e não deixar ninguém sem água providenciou carros-pipa para o abastecimento. Em relação aos mantimentos, Irênio afirmou: "Passamos por um aperto mas ninguém passou fome não. Fizemos um remanejamento e deu tranquilamente para todo mundo comer". A denúncia sobre os maus tratos também foi rebatida prontamente pelo diretor: " Só se eles estiverem batendo uns nos outros, porque a gente não faz isso não".
 

O Norte

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