Por pbagora.com.br

Delegados da Polícia Federal paralisam atividades e cobram reestruturação da carreira e aprovação da lei orgânica
 

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) informa que a categoria está em estado de mobilização permanente e que fará uma paralisação no próximo dia 14 de abril, quarta-feira, para reivindicar dois itens importantíssimos para todos os policiais federais: a reestruturação das carreiras policial federal e dos servidores administrativos e o andamento do Projeto de Lei que trata da lei orgânica da PF na Câmara dos Deputados. A decisão de paralisação foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta sexta-feira, 9 de abril, em Brasília/DF.

Os policiais federais foram levados a tomar essa atitude em resposta ao tratamento desrespeitoso que tem recebido por parte do governo federal nos dois assuntos. A insatisfação dos policiais federais foi tema de uma Carta Aberta enviada ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião do aniversário de 66 anos do Departamento de Polícia Federal. A mensagem foi assinada pelos dirigentes classistas das entidades representativas da PF em âmbito nacional: ADPF, APCF, ABRAPOL, FENAPEF e SINPECPF. (Carta Aberta em anexo)

A questão da reestruturação da carreira policial federal e dos servidores administrativos está há um ano aguardando definição do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A proposta foi encaminhada pelo Ministério da Justiça e tem o aval e conta com o apoio da maioria das entidades representativas de classe da PF, inclusive da ADPF.

Com relação ao andamento da Lei Orgânica da PF, a ADPF deixou clara a insatisfação da categoria com o fato de o deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB/RJ), único representante da carreira policial federal na Câmara dos Deputados, ter sido impedido pelo Partido dos Trabalhadores de integrar como relator a Comissão Especial da Lei Orgânica da Polícia Federal ao argumento de que se trata de um parlamentar oposicionista.

Na nota de apoio ao parlamentar, foi enfatizado que o episódio revela que o espírito republicano que deve prevalecer na discussão da norma mais importante da Polícia Federal do Brasil foi substituído pela disputa menor entre governo e oposição. A mensagem diz ainda que os Delegados de Polícia Federal reafirmam a convicção de que a Polícia Federal não é polícia de governo ou de oposição. (Nota de Apoio em anexo)

A ADPF lamenta os prejuízos que possa causar à sociedade brasileira, sobretudo quando há centenas de investigações em andamento, com o país às vésperas de uma Eleição Presidencial e se preparando para dois importantes eventos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Infelizmente, a entidade entende que foi conduzida a essa situação e permanecerá em estado de mobilização permanente até que seja aberta mesa de negociação com o governo federal para tratar da pauta de reivindicação.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL
 

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