Por pbagora.com.br

Ontem (04) ocorreu um fato inusitado, um bebê de um ano e dois meses morreu depois de passar mal no aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, região metropolitana de João Pessoa. A informação foi passada pela família do bebê, que são da cidade de Cacimba de Areia, no sertão do estado. A família contou que estava embarcando para o Rio de Janeiro, quando o bebê passou mal.

 

De acordo com a família, a criança começou a ficar com a boca roxa e os lábios secos. A mãe e a tia tentaram buscar pelos primeiros socorros no aeroporto, mas informaram que não havia posto de enfermagem no local, nem balão de oxigênio, nem qualquer outro equipamento que pudesse socorrer a criança. Ainda segundo a família, um médico que estava no aeroporto prestou os primeiros socorros. O Samu de Santa Rita foi acionado e atendeu a criança, mas ela não resistiu e morreu.

 

O que diz o manual da Infraero – O manual de procedimentos da Infraero, disponibilizado no site da instituição. De acordo com o manual, entende-se como 'Emergências Médicas', "situação em que passageiros e tripulantes venham a necessitar de atendimento médico por decorrência de mal súbito, mal-estar ou consequências de acidentes”.

 

Em casos deste tipo, o manual afirma que, se houver emergências, um representante da Infraero deve acionar o serviço de atendimento de emergência do aeroporto, se houver, e, se necessário, acionar os serviços hospitalares externos, como ambulâncias.

 

O que diz o Samu – De acordo com a coordenação do Samu, quando o serviço foi acionado foi enviada uma ambulância da cidade de Santa Rita que, ao chegar percebeu que a criança precisa de uma ambulância de suporte avançado, que é mais equipada. Ainda segundo a coordenação, o Samu prestou os primeiros socorros e levou a criança para o Hospital Municipal do Valentina, em João Pessoa.

 

O que diz o Hospital – Segundo o Hospital, a criança teve uma crise convulsiva, seguida de uma parada cardio-respiratoria. Foi atendida pelo Samu, mas já chegou sem vida no hospital. De acordo com o procurador e diretor do MP-Procon, Glauberto Bezerra, não há lei que obrigue os aeroportos a ter posto de atendimento médico em suas dependências. Segundo o procurador, o MP-Procon já luta para a implantação de um posto deste tipo no aeroporto Castro Pinto, mas ainda não teve atualizações nas conversas.

 

 

Redação

 


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