Não bastassem as violências oriundas do trânsito e da criminalidade a assombrar a vida da população, outros tipos de selvageria têm florecido na sociedade de grandes e pequenas cidades brasileiras. Uma delas é o crescente número de casos de maus-tratos e de crueldade contra os animais.

O fato mais recente de crueldade contra um animal na Paraíba ocorreu esta semana no município de Pilar, quando três homens invadiram uma casa na zona rural da cidade para roubar e, por simples prazer de fazer o mal, esfaquearam o cachorro da residência. Foram cinco facadas nas regiões da cabeça, pata, dorço e costelas. Um dos acusados já foi identificado e foi preso pela Polícia Militar que atua na região de Pilar.

O caso chocou e comoveu grande parte dos cerca de 12 mil habitantes de Pilar (município do interior paraibano localizado a 55 quilômetros da capital, João Pessoa). “Os maus tratos vêm acontecendo com muita frequência nos últimos tempos. Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais agressiva e impulsionada por fúria, tanto contra as pessoas quanto contra aos animais”, lamenta Fabíola Rezende, presidente da ong Ajude Anjos de Rua, de João Pessoa.

O esfaqueamento ocorreu na madrugada da última sexta-feira (8), mas só nesta quinta-feira (14) o animal agredido pode ser resgatado pela ong Ajude Anjos de Rua e trazido para ser tratado em uma clínica particular em João Pessoa. “O Ajude Anjos de Rua atua em resgate de animais na Região Metroipolitana de João Pessoa, mas o caso de Pilar nos chamou a atenção pelo tamanho da crueldade cometida. Por isso nos mobilizamos para trazê-lo para cá”, explica Fabíola Rezende.

O cachorro agredido, de nome “Negão”, é um animal vira-latas e bastante dócil. Ele mora com a dona, uma aposentada que, no momento da tentativa de roubo, não se encontrava em casa. “Pilar não tem veterinário e o poder público local não tem nenhum serviço para atender esses casos”, ressalta Fabíola Rezende, destacando: “Aqui em João Pessoa, ‘Negão’ já está internado, passou por cirurgias de enxerto e de reconstituição de parte da cabeça. Ele está em recuperação e neste sábado (16) passará por uma avaliação. Agora a nossa preocupação é arrecadar as adoações para pagar o atendimento veterinário”.

O Ajude Anjos de Rua, uma organização não governamental sediada na capital paraibana, João Pessoa, focada no resgate de animais de rua e na proteção e defesa dos direitos dos animais, completará dois anos de existência no próximo mês de novembro. A ong, que tem à frente a protetora Fabíola Rezende, estima que, nos últimos 24 meses, já foram socorridos algo em torno de 1.200 animais domésticos, entre cães, gatos e cavalos, e até um animal silvestre, uma preguiça.

A ong foi criada no dia 24 de novembro de 2015 e hoje congrega milhares de seguidores nas redes sociais. Seu principal foco está nos animais que perambulam pelas ruas da capital, sem dono, sem abrigo, com fome, passando frio, calor e sede e, na maioria das vezes, sofrendo maus tratos e a falta de compaixão das pessoas. “A nossa missão é salvar esses animais que sofrem e conscientizar a sociedade para um maior respeito aos animais, que têm sentimentos, sentem fome, sede e dor”, diz Fabíola.



Redação com Ong Anjos da Rua 

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