Por pbagora.com.br

 Esta quarta-feira (12) marca os dois anos do estupro coletivo de cinco mulheres e assassinato de duas das vítimas emQueimadas, na Paraíba, e também o julgamento ainda inconcluso do acusado de planejar o crime que chocou o estado, Eduardo Pereira dos Santos. Já foram condenados os outros seis homens e três adolescentes envolvidos. Uma caminhada e uma missa acontecem no início da noite para lembrar o caso.

Em uma festa de aniversário no município de Queimadas, cinco mulheres foram violentadas sexualmente. Segundo denunciou o Ministério Público, o plano dos estupros foi articulado pelos irmãos Eduardo e Luciano dos Santos Pereira – este já condenado. Junto a outros oito acusados, dentre eles três adolescentes, os irmãos tramaram a simulação de um assalto para estuprar as vítimas. A professora Isabella Pajuçara e a recepcionista Michelle Domingos acabaram sendo assassinadas durante a execução do plano porque reconheceram os estupradores.

A juíza Flávia Baptista, que condenou os seis adultos, explicou que recursos da defesa protelaram o julgamento, mas o acusado vai a júri popular por duplo homicídio qualificado, estupro, porte ilegal de arma, corrupção de menores, formação de quadrilha e cárcere privado. "O processo está pronto e o júri popular vai acontecer. O Tribunal de Justiça (TJ-PB) já recebeu este ano todos os documentos do caso e resta a Câmara Criminal definir sobre o desaforamento ou não do julgamento", explicou a magistrada.

O acusado continua preso em cela de segurança, na área de isolamento da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes (PB1), em João Pessoa. "Devido à repercussão e por questões de segurança, o Código Penal autoriza o desaforamento. O júri vai ser realizado, não cabe mais recurso quanto a isso, mas resta esta pendência e o julgamento poderá ser transferido para Campina Grande ou João Pessoa", detalhou a juíza Flávia Baptista.
Caminhada

Lembrando os dois anos do crime, haverá nesta noite uma caminhada homenageando as vítimas. O grupo sairá da Igreja Matriz, no Centro de Queimadas, o ponto onde a recepcionista Michelle Domingos foi assassinada. A passeata segue até o sítio Baixa Verde, zona rural do município, local onde a professora Isabella Pajuçara foi encontrada morta. A missa acontece na capela Santo Expedito, no loteamento Cássio Cunha Lima.

Comissão
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher no Brasil pretende lembrar o crime. Em visita à Paraíba em setembro de 2012, a CPMI foi a Queimadas e ouviu testemunhas e autoridades que investigaram o crime, como parte de um relatório nacional. Segundo a coordenadora Carmem Hein de Campos, a senadora Ana Rita deverá fazer pronunciamento em plenário sobre o estupro coletivo de Queimadas.

Redação com G1

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