O Programa Parceiros da Habitação, lançado pelo Governo do Estado, e que deve beneficiar cerca de mil famílias paraibanas, corre o risco de ser barrado na Assembleia Legislativa da Paraíba. É que o deputado Wallber Virgolino garantiu se colocar contra a construção das unidades habitacionais.

Na oposição ao governo de João Azevêdo, o deputado estadual Wallber Virgolino avisa que irá ser um obstáculo no caminho para a aprovação do projeto do Governo do Estado que visa construir mil casas.

De acordo com o texto, através do Programa Parceiros da Habitação, inicialmente, 174 casas serão construídas em três cidades paraibanas: João Pessoa, Remígio e Barra de São Miguel. A matéria prevê que a Cehap fiscalize as obras que serão executadas através de parcerias do Governo da Paraíba com os municípios, movimentos de moradia, entidades públicas ou privadas e mutuários.

Virgolino, no entanto, questiona o projeto e alega que o montante disponibilizado não seria suficiente para a construção das casas. O deputado garantiu que no retorno dos trabalhos da ALPB irá pedir vistas ao projeto. “Já adianto meu voto na ALPB: vou pedir vistas do projeto e exigir explicações e suplementação por parte do Governo do Estado” disse.

Ao PB Agora, o secretário de Estado da Infraestrutura, Deusdete Queiroga, declarou que a Paraíba, atualmente, não tem, oriundo do Governo Federal, nenhum programa habitacional e o Programa Parceiros da Habitação nasce de um pedido feito pelas entidades que representam paraibanos em busca de moradia. “O Governador João Azevedo resolveu destinar no mínimo 15 milhões de reais para construir pelo menos 1.000 casas populares para atender a famílias com renda de até 3 salários mínimos, em parceria com as prefeituras, os movimentos para moradia e os beneficiários das casas”, disse.

Deusdete esclareceu que o “Parceiros da Habitação” foi detalhadamente estudado pela CEHAP, que tem grande experiência no setor habitacional, e também avaliado pela Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. “Entendemos que o programa, como está proposto e foi lançado pelo Governador João Azevedo, atenderá aos seus objetivos, e se precisar de algum ajuste, poderá ser ajustado durante a implantação dos três primeiros conjuntos habitacionais.”

Caso a matéria seja aprovada na Assembleia, cerca de mil famílias paraibanas serão beneficiadas.

 

PB Agora

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