A funcionária foi vítima de um golpe, aplicado através do whatsApp, onde terceiro se passou pelo proprietário da lotérica, solicitando da funcionária a realização de depósitos em contas bancárias diversas.

A empresa aplicou a demissão com justa causa à obreira, alegando que seu comportamento foi ímprobo e gerou prejuízos.

Entretanto, entendeu o TRT13ª que no presente caso, a reclamada não conseguiu comprovar, de forma inequívoca, a caracterização da justa causa. Confirmando o entendimento da magistrada sentenciante no sentido de que não há como tipificar o ato que gerou a dispensa da autora como improbidade (artigo 482 da CLT, alínea “a”).

O advogado da Reclamante, Dr. Luiz Phillipe Pinto, defendeu: “a prova produzida nos autos é suficientemente clara para demonstrar a total ausência de um propósito da empregada de obter vantagem para si ou para terceiros. Não há nos autos a mínima indicação de que ela tenha participado ativamente do golpe dado, que tenha usufruído algum benefício com os depósitos realizados, em suma, que sequer conhecesse os agentes do crime e tivesse buscado favorecê-los”.

 

Redação com TRT-PB

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

VÍDEO: Lula chama Couto de prefeito e atiça teses sobre disputa pela PMJP

Em encontro nacional das bancadas do PT na Câmara e no Senado, realizado essa semana, o ex-presidente da República, Lula (PT) cumprimentou o ex-deputado federal e atual secretário da gestão…

Unimed volta a ser condenada a indenizar paciente que teve cirurgia negada

A Segunda Câmara Especializada Cível do TJPB manteve sentença do Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital que condenou a Unimed João Pessoa – Cooperativa de Trabalho Médico…