O duelo social entre preservar a vida ou a economia do país tem sido o debate mais atual diante das medidas de distanciamento social adotadas em consequência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em Campina Grande, por exemplo, o presidente do Sindicato dos Comerciários, José do Nascimento Coelho, defende medidas ainda mais rígidas para conter a contaminação na região do Agreste. Já o  presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG), Artur Bolinha é a favor da urgente flexibilização.

“Estamos defendendo o bloqueio total na cidade”, afirmou o líder sindical de Campina Grande José do Nascimento Coelho. Ele é a favor da implantação do chamado lockdown como medida mais eficaz para conter a disseminação da Covid-19. “Percebemos que no mês de abril houve um afrouxamento no comércio e vieram as consequências. Nós temos trabalhadores que foram a óbito no setor do comércio, outros que testaram positivo, alguns tantos com a suspeita”, revelou.

José Nascimento defende que as empresas sejam obrigadas a realizarem testes para o novo coronavírus entre os funcionários. Segundo ele, essa opção dará tranquilidade para a execução do trabalho e o retorno das atividades.

O presidente da CDL-CG Artur Bolinha usou seu perfil numa rede social para defender sua tese de flexibilização e reabertura do comércio em favor da economia. Bolinha escreveu que “mais cedo ou mais tarde viveremos uma verdadeira depressão econômica”. Segundo ele, a consequência dessa depressão recai justamente sobre a saúde e na sobrevivência da população. “Quanto mais cedo a gente puder voltar, a gente vai fazer com que o estrago econômico e social possa ser abreviado, pois a segunda onda econômica e social que vai se estabelecer será bem maior do que esta”, argumentou o ex-parlamentar em vídeo postado na sua rede social.

Bolinha avalia que a crise econômica pós-pandemia será caracterizada pelo “desemprego em larga escala, a falta de condições para manter respaldos financeiros, como programas sociais. Tudo isso somado à fome, à miséria e a outros tantos problemas de saúde que virão”. “Economia é vida”, avaliou.

 

PB Agora

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