Por pbagora.com.br

Na chuva, no frio, no sol e, até, durante uma pandemia, eles não param de circular pelas ruas. Reconhecidos como profissão, via lei federal regulamentada em 2009, os motoboys, porém, seguem até hoje desvalorizados por uma parcela da sociedade. Agora, a profissão acabou sendo percebida como essencial, enquanto parte da população cumpre o distanciamento social em razão do coronavírus. O serviço dos motociclistas entregadores aumentou, e a responsabilidade e risco de acidentes para os mesmos também, segundo afirma o Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Motos, Motoboys e Moto-frete da Região Metropolitana de João Pessoa (Sindmotos), Ernani Bandeira.

Durante a pandemia, para evitar o consumo nos estabelecimentos e que as pessoas saíssem de casa, o número de lugares que oferecem a opção de delivery aumentou e, com isso, a demanda do serviço dos motoboys cresceu. Vale lembrar que os motoboys, que realizam diversas entregas, também fazem parte de uma profissão que está na linha de frente na pandemia, já que estão em contato direto com outras pessoas. Além disso, a profissão se tornou uma das principais saídas para aqueles que perderam seus empregos neste período.

Dos 118.310 acidentes registrados no Brasil em 9 anos (2007 a 2016), 7,5% eram de trabalhadores em duas rodas. Os dados são de um estudo do Ministério da Saúde divulgados em 2018. Para Ernani Bandeira, a profissão é de risco e as condições de trabalho, para uma parcela dos motoboys, são precárias. Ele explicou que há uma parte da categoria que tem carteira assinada, direito a descanso, aluguel da moto que utiliza na função, salário fixo, mais bônus por desempenho, entre outras garantias.

Ainda segundo o presidente do sindicato, há muitos motoboys que prestam serviços às empresas de aplicativos, se submetendo a ganhar por quilômetro rodado, não têm nenhum direito trabalhista e ainda custeiam o combustível e a moto que é utilizada na atividade. “Nesses casos, quando sofrem acidentes no trânsito, logo a empresa de aplicativo coloca outro no lugar e não ajuda. Os trabalhadores ganham cerca de 62 centavos por quilômetro rodado em linha reta, como se a cidade não tivesse prédios. E ao cliente, as empresas cobram pelo trajeto feito. O motoboy ainda recebe o pagamento com atraso”, se queixou o presidente do Sindimotos. Segundo ele, a profissão é muito estressante porque o trabalhador tem que bater metas como, por exemplo, ficar cerca de 14 horas online para atingir determinado número de entrega. “Se ele recusar alguma viagem, é penalizado”, comentou.

Redação

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