Por pbagora.com.br

Dando continuidade às ações para o cuidado e promoção à saúde da população, profissionais da Unidade de Saúde da Família (USF) Integrando Vidas e do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Cvaz) realizaram, ao longo da manhã desta terça-feira (31), atividades de orientação e combate a dengue e leptospirose. A ação foi realizada na Comunidade Nova República, no bairro João Paulo II, e contou, ainda, com o apoio dos alunos do curso de fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que estão fazendo estágio em saúde pública na USF.

“Estamos invertendo os papeis, saindo cada vez das Unidades e indo até as pessoas, fazendo um trabalho mais detalhado e in loco. Além de orientar a população sobre os perigos desses vetores, podemos entender melhor as situações dos nossos usuários antes deles irem até nós na USF”, explicou a coordenadora da USF Integrando Vidas.

Na ocasião, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Vigilância Ambiental distribuíram panfletos informativos e tiraram dúvidas sobre o assunto. Foi realizado também o monitoramento de possíveis focos de reprodução do mosquito Aedes Aegpty e roedores e aplicação de larvicidas. “Nossas ações acontecem diariamente e sempre com o mesmo objetivo de identificar e orientar à população para que ela também faça sua parte e seja capaz de fazer a prevenção em suas residências”, ressaltou o agente de vigilância ambiental, Josenilton Luna.

“Essas ações são muito boas pra nossa comunidade, afinal orientações nunca são demais e só nos enriquece com informação e conhecimento”, comentou o morador da comunidade Givanildo Pereira. “Aqui em casa, eu e minha esposa estamos sempre procurando evitar deixar água parada ou materiais que possam acumular água, mas as vezes pode passar alguma coisa despercebida e ai causar uma doença o que ninguém quer”, completou o usuário.

Leptospirose – É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a doença para o homem.

Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

Os sintomas mais frequentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas mais graves, geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais.

Dengue – O Aedes aegytpi prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos, eliminando o acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras.

Serviço – Para denúncias, reclamações, sugestões e elogios relacionados aos serviços da rede municipal da Saúde, os usuários podem entrar em contato com a Ouvidoria Setorial de Saúde através do número 160. A população também pode entrar em contato diretamente com o Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Cvaz) através do telefone 3214-5718. A participação da população contribui para a construção do SUS no município.



Secom/JP

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