Por pbagora.com.br

Servidores do poder judiciário enviam nota de repúdio a presidencia do Tribunal de Justiça

As entidades representativas dos servidores do Tribunal de Justiça, ASTAJ-PB e ASSTJE-PB, enviam esta nota a imprensa repudiando o corte de pontos da categoria, por parte da Presidência do Tribunal, que atingiu inclusive funcionários que estavam de férias e de licença.

NOTA ABERTA À IMPRENSA:

ENTIDADES DE CLASSE DO JUDICIÁRIO PARAIBANO REPUDIAM ATITUDE DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE DETERMINOU CORTE DE METADE DO SALÁRIO DO MÊS DE JULHO

MANDADO DE SEGURANÇA SERÁ IMPETRADO TERÇA- FEIRA

Os Técnicos, Analistas e Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Paraíba expressam profunda indignação com o tratamento que a Presidência do Tribunal de Justiça dispensou em relação ao movimento de greve dos servidores do judiciário paraibano.

Depois do retorno às atividades, após 44 dias paralisados e sem quaisquer ganhos financeiros, os servidores foram surpreendidos com a decisão do Presidente do Tribunal de Justiça de cortar, pela metade, os salários do mês de julho dos servidores. O pagamento de julho ocorreu no dia 22 deste mês.

Há constatação, ainda, que o corte foi realizado de forma a não observar o menor critério, pois, atingiu, inclusive, servidores que se encontram no mês de julho no gozo de férias, de licença prêmio e, absurdamente, ainda, de licença maternidade.

As categorias acima consideram que a medida da presidência do TJ por um lado feri preceitos constitucionais, os quais, inclusive, asseguram o direito à greve e a defesa dos interesses legítimos dos trabalhadores e, por outro, atenta contra a dignidade humana de cada um todos os servidores do judiciário paraibano.

No campo jurídico o corte de metade do salário de julho se posiciona em sentido totalmente oposto ao que foi estabelecido quando do próprio julgamento pelo Pleno do TJ do Pedido de Ilegalidade da Greve apresentando pela Procuradoria Geral do Estado.

Na oportunidade os desembargadores acataram a solicitação de que o corte de ponto só iria ocorrer após o atendimento da medida cautelar, fato esse que só ocorreu no dia 14 de julho, tendo sido o acórdão publicado apenas no dia 17 do mesmo mês.

Ocorre que a presidência do TJ ignorou a determinação do próprio Pleno do TJ e efetuou o corte nos salários em período bem anterior ao que fora estabelecido pelo Colegiado do TJ. Um absurdo jurídico, digno de ser fartamente questionado nas instâncias competentes.

Por todos os argumentos acima as entidades abaixo descritas reafirmam a disposição de tomar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar o recebimento integral do salário de julho. Os presidentes das entidades adiantam que já na terça-feira será impetrado Mandado de Segurança a fim de revogar o corte ilegal nos salários dos servidores além de outras iniciativas.

Celso Batista

Presidente da ASTAJ-PB, Associação dos Técnicos, Analistas e Auxiliares do Poder Judiciário da Paraíba

Amarílio leite

Presidente da ASSTJE-PB, Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça da Paraíba

 

Da Assessoria

Notícias relacionadas

Justiça acata pedido do MPPB e proíbe evento festivo na PB

A Vara Única de Boqueirão concedeu, nesta sexta-feira (9/04), liminar requerida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em ação civil pública contra o estabelecimento “Palhoção do Forró”, localizado no município…

Confira a previsão de chuvas para a Paraíba nos próximos quatro meses

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) o prognóstico climático da Paraíba no período de abril a julho, que favorecem a ocorrência de chuvas nas…