Os servidores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), realizam nesta segunda-feira (11), por meio do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba – Stiupb, um ‘abraço simbólico’ no prédio da Sede Administrativa da Companhia, em Jaguaribe. O ato faz parte das atividades do Dia Nacional pela Universalização do Saneamento dos serviços e contra o Projeto de Lei (PL) nº 3261/2019. O ato também será realizado em outras cidades paraibanas.

Na capital o ato será na Sede Administrativa da Cagepa – Av. Feliciano Cirne, 220 – Jaguaribe (em frente à CINEP) a partir das 08h. O presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, estará liderando o ato em defesa do saneamento logo cedo da manhã desta segunda, às 7h, na Depuradora na Rua 24 de Maio, no Tambor, enquanto o diretor Henrique Diógenes se deslocará para o R2. Já os diretores Guilherme Mateus e Alberto Coelho estarão participando de atividade em frente à Cagepa, em João Pessoa.

Haverá idêntica manifestação em Guarabira, trabalho a ser coordenado pelos diretores Roberto Nóbrega, Samuel e demais. A cidade de Patos estará da mesma forma engajada nessa luta, campanha que foi iniciada há alguns dias com a instalação de outdoors em locais estratégicos da cidade. A manifestação na Morada do Sol ficará a cargo dos diretores Cícero Duarte, Valdemar Figueiredo e Aecivaldo.

Nessas cidades haverá panfletagem, bem como serviços de som para conscientizar as pessoas do que representa o projeto privatista do Governo Federal e de algumas Prefeituras brasileiras, a exemplo da de Campina Grande.

No Congresso

O Projeto de Lei 3261/2019 foi aprovado em comissão especial que analisa o novo marco do saneamento básico no dia 30 de outubro. A proposta poderá ser modificada pelo plenário da Câmara dos Deputados antes de voltar para o Senado. Não há uma data definida sobre quando o texto que atualiza o projeto poderá ir a plenário.

O texto prevê a vedação dos contratos de programa, ou seja, os novos serão afetados e as companhias estaduais de saneamento terão um prazo de 12 meses para renovar os atuais. Esses acordos teriam uma vigência de 30 anos e, ao final desse prazo, obrigatoriamente, teria de haver licitação.

Os contratos em vigor ou os novos contratos – advindos da licitação – estarão condicionados à comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada para atingir metas de universalização: atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033.

Sucateamento

Os riscos diretos de desemprego para os trabalhadores com a privatização direcionada pelo PL 3261/2019 será acompanhada pelo aumento das tarifas, o sucateamento do setor e a inviabilização da meta de universalização, pois os municípios e localidades mais distantes dos grandes centros urbanos ficarão de fora dos contratos de interesse das empresas privadas, por não gerarem lucro.

Redação

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