O número de queimadas registradas este ano, na Paraíba, teve um aumento de 51,5% em relação ao mesmo período de 2017. Os municípios de Santa Rita, que teve o maior número de focos no primeiro semestre do ano passado, e Rio Tinto, campeão em queimadas este ano, são produtores de cana-de-açúcar, e o processo da colheita contribui para expandir a quantidade de focos.

 

Até a última terça-feira, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) somava 53 ocorrências contra 35 em 2017. Nos próximos seis meses, a tendência é de que esses números tenham um aumento significativo. “Na Paraíba, o período mais crítico deve ser no segundo semestre, principalmente a partir dos meses de outubro e novembro, por serem mais secos”, explicou o tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fabiano Morelli.

 

Na avaliação dele, o aumento pode ter relação com o clima e também com a falta de conscientização das pessoas. “Quando é ano com alteração climática, a vegetação fica mais seca, o que favorece as queimadas, mas tem também a situação quando as pessoas põem fogo. A maioria das queimadas está relacionada com o uso do fogo pelas pessoas. O fogo natural é exceção e vem, por exemplo, por conta de um raio”, afirmou.

 

No caso da queima da cana-de-açúcar, ele destacou que existem programas atuando em relação a incentivos para a mecanização. No Estado de São Paulo, Morelli afirmou que há um grande incentivo para essa mudança, substituindo a colheita por fogo pela mecanização. Causas humanas e naturais.

 

Se a causa for humana, segundo análise do especialista na área de queimadas do Inpe, Fabiano Morelli, pode ser intencional ou por descuido. No caso do descuido, após uma limpeza de pasto, uma mudança na direção do vento faz com que o fogo se alastre para uma área não prevista. Neste caso, na opinião dele, teria que ter sido feita uma medida de contenção.

 

“Se for intencional, às vezes, numa lavoura, a pessoa vai e coloca fogo por conta de briga de vizinhos, por vingança porque foi demitido”, acrescentou. Até mesmo um cigarro atirado em vegetação muito seca, ao longo de rodovias, pode provocar um incêndio de grandes proporções.

 

REBATE – Ao contrário dos números do Inpe, o relatório do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) aponta redução de 29% no número de ocorrências de janeiro a 11 de junho de 2018 em relação ao mesmo período de 2017.

 

Redação

Garanta um desconto especial na sua certificação digital no Juristas Certificados Digitais

Total
0
Compartilhamentos
Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Enem 2019: Inep firma convênio com mais uma instituição portuguesa

Agora, nota do Enem é aceita em 42 instituições de Portugal Mais uma universidade portuguesa vai adotar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na seleção de brasileiros…

“Nós vamos estar prontos caso isso ocorra” diz João sobre óleo nas praias

Após reunião técnica para debater a questão do óleo que está castigando o litoral nordestino, mas que ainda não chegou à Paraíba, o governador João Azevêdo (PSB) detalhou no início…