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Quase 30% da população da PB tem alguma deficiência; famílias pedem acessibilidade em parques e praças

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Pelo menos 27,7% da população da Paraíba possui algum tipo de deficiência, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo o estado o 2º do país em número de pessoas com deficiência motora. Ainda assim, na prática, há pouca inclusão. Em busca de espaços acessíveis, um grupo de famílias se mobiliza para que as cidades paraibanas passem a oferecer brinquedos e áreas de lazer para crianças com deficiência e mobilidade reduzida. 

Arthur Mesquita, de 6 anos, tem paralisia cerebral e utiliza andador para se movimentar. O equipamento, indispensável para sua mobilidade, não permite que ele brinque nas praças e parques de João Pessoa. Mãe de Arthur, a arquiteta Manuela Mesquita lidera o movimento dos pais, formado por pais de crianças com deficiência motora. Ela conta que das 290 praças e 8 parques na capital, nenhum possui brinquedos acessíveis.

Agora, as famílias criaram um abaixo-assinado na internet para mobilizar a população e chamar atenção das autoridades para que o pedido seja executado e os parques e praças possam contar com os brinquedos. Eles está disponível neste link: https://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/54319

“Há uma escassez de locais e equipamentos públicos nos parques e praças que possam garantir o direito da criança de brincar, de se divertir, mas nos faltam equipamentos acessíveis em que elas possam  fazer isso com segurança, autonomia, sendo incluídas e podendo interagir com outras crianças. Precisamos do apoio do poder público na garantia desse direito”, detalha.

De acordo com Manuela, o grupo já entregou ao governador João Azevêdo um ofício solicitando a implementação dos brinquedos acessíveis e também a Fábio Carneiro, titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb).  O presidente do Comitê Parque Parahyba, Dema Macedo, recebeu o mesmo pedido por parte do grupo. 

 “Acreditamos que a Paraíba pode ser um referencial nacional na inclusão e acessibilidade de espaços públicos, oferecendo a essas crianças espaços de lazer e equipamentos acessíveis”, explica a arquiteta. 

Entre os brinquedos solicitados, estão a gangorra, o balanço e o carrossel acessíveis. Diferente das convencionais, as plataformas permitem que a criança utilize a cadeira de rodas ou qualquer outro equipamento que dê a ela o suporte necessário para brincar de forma segura.

Da Redação com Assessoria

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