Ao abrir a Campanha da Fraternidade na Diocese de Campina Grande e o início da Quaresma, o bispo diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos, ressaltou a importância do tempo litúrgico para os cristãos na preparação para a Páscoa. Dom Dulcênio enfatizou que a Quaresma é um tempo de jejum, penitência e oração proposto pela Igreja a fim da santificação dos fiéis em preparação à Páscoa de Nosso Senhor.

A Missa que foi presidida pelo bispo diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos e concelebrada pelo vigário-geral da Diocese, padre Luciano Guedes, o bispo observou que com as frontes marcadas com cinzas, o povo católico reflete neste dia a condição de sua finitude, como nos ensina a fórmula litúrgica: “Lembra-te de que és pó…”.

Nesse sentido o bispo ensinou aos fiéis que o tempo da Quaresma é um momento para interiorizar-se e buscar redescobrir o significado do batismo, esforçando-se no seguimento a Cristo a partir das práticas quaresmais do jejum e da abstinência.

Dessa forma, o bispo conduziu sua homilia explicando os significados da abstinência e do jejum. A primeira prática, explicou o bispo, consiste em virtude moral que inclina uma pessoa ao uso moderado de comida ou bebida, ditada pela razão correta ou pela fé, para seu próprio bem-estar moral e espiritual.

Ao instruir acerca do jejum, Dom Dulcênio disse ser uma obra de penitência especialmente recomendada pela Sagrada Escritura: “É uma prática que impõe limites ao tipo ou quantidade de comida ou bebida. Para hoje, assim como para a Sexta-Feira Santa, “a lei do jejum permite apenas uma refeição completa por dia”.

Após ter conceituados essas duas práticas quaresmais, o bispo desejou ao seu povo uma santa e rica vivência nesta Quaresma.

“Pelas penitências da abstinência de carne e do jejum, permitimo-nos que Deus corrija os nossos vícios, eleve nossos sentimentos, fortifique nosso espírito fraterno e nos garanta uma eterna recompensa”, clamou.

Ele observou ainda que “com o que nos despojamos, em renúncia, pelo jejum e pela abstinência, somos convidados ao socorro dos irmãos, vivendo a fraternidade sustentada pela caridade com a esmola”.

“Que as práticas quaresmais nos auxiliem no despojamento nosso para sermos mais fortes diante das tentações. Enfim, mais de Cristo. Amém”, finalizou.

Redação

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