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Professora afirma que lixões ameaçam Caatinga na Paraíba

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Dos 193 lixões a céu aberto que a Paraíba tem hoje, a maior parte se encontra na região do Semiárido brasileiro, segundo aponta estudo coordenado pela professora Mônica Maria Pereira da Silva, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Esses depósitos de resíduos sólidos ameaçam o único bioma exclusivo brasileiro, a Caatinga.

 

Conforme especialistas, esses lixões, entre outras substâncias noviças à saúde humana, produzem chorume e emissão de gases, que favorecem o aumento do efeito estufa. A lei federal 12.305, criada em 2010, definiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a fecharem os lixões irregulares, e os rejeitos sendo tratados em aterros sanitários sustentáveis, mas até agora grande parte dos municípios brasileiros e capitais não estão cumprindo a lei.

 

Mônica da Silva esclarece que a poluição aquática, do solo, visual e a infiltração do chorume no solo, são consequências negativas provocadas pelos lixões das cidades. Segundo ela, o fim desses espaços que agridem a natureza exige plano e projetos de recuperação minuciosos.

 

A vegetação da Caatinga se situa no Semiárido brasileiro, que abrange todos os estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais. Compreende uma área de 850.000 km² e representa 70% do Nordeste, 11% do território nacional e 92% do território paraibano. Atualmente, acolhe cerca de 28 milhões de habitantes. A região oferece significativa biodiversidade, com 178 espécies de mamíferos, 241 de peixes, 221 de abelhas, 591 de aves, 177 de répteis e 79 espécies de anfíbios.

 

 

Redação

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