A Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba (Procon-PB) divulgou os números de seu balanço geral do ano de 2019, revelando um número recorde: mais de 85 mil atendimentos realizados pelo órgão. Os dados são do Sindec, por meio do Controle Geral de Atendimentos, do período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2019, incluindo neste total atendimentos presenciais, por telefone, online, mutirão de renegociações, ações de fiscalização e audiências.

De 30.374 atendimentos, 77,97% foram solucionados em atendimentos preliminares através de um contato via linha direta com os fornecedores resolvendo imediatamente a demanda. Os 6.691 restantes (22,03%) transformaram-se em reclamações, com abertura de procedimento administrativo, culminando em 8.538 audiências de conciliações, 1.257 de fiscalizações, distribuídas por 165 cidades visitadas, e 19.962 atendimentos nos 14 mutirões de renegociações de dívidas. O número é completado por 25.524 monitoramentos efetivados pela plataforma consumidor.gov.br.

A superintendente do Procon-PB, Késsia Cavalcanti, ressalta que o crescimento dos números foi exponencial em relação ao ano passado, gerando um volume de ações e serviços significativos. “Tudo isso se deve à maior visibilidade e confiança dos consumidores para com o órgão, refletindo uma maior credibilidade, além da divulgação dos serviços que vêm sendo prestados pelo Governo do Estado através do Procon-PB. A cada dia, buscamos exercer com excelência um atendimento eficaz e de qualidade a toda população paraibana”, enfatizou a gestora.

Késsia ainda acrescenta que os números em 2019 tiveram esse crescimento devido a uma série de ações no âmbito da Educação para o Consumo, palestras junto a fornecedores e consumidores, destacando-se o projeto “Por um consumo Educado o Procon vai às escolas”,  que deu origem à Gincana Paraibana de Educação para o Consumo, envolvendo mais de 15 escolas de uma única vez, a Fiscalização Mirim, Patrulha do Consumidor Mirim, Procon no Parque e o Proconuni junto às Universidades. “Outro Projeto de destaque é o ‘Fornecedor Consciente, Consumidor Contente’, que consiste em palestras com informações dos direitos do consumidor junto aos fornecedores; além dos mutirões que foram levados aos interiores, pesquisas e fiscalizações”, concluiu Késsia.

Dentre os assuntos mais reclamados, no topo registra-se a telefonia celular, seguida do cartão de crédito, serviços essenciais (água e esgoto, energia elétrica), os bancos comerciais, financeiras, telefonia fixa, estabelecimentos comerciais e aparelhos celulares. A faixa etária que mais procura o órgão é a de 41 a 50 anos (20,72%), seguido daqueles que têm entre 51 e 60 anos (20,25%). De reclamantes, a relação por idade ainda tem entre 31 e 40 anos (19,09%); entre 61 e 70 (16,54%); mais de 70 (9,39%); entre 21 e 30 anos (12,09%) e até 20 anos (1,35%).

Os dados demonstram que, quanto maior o grau de consciência, mais o consumidor procura por seus direitos. Há também uma maioria feminina dentre as pessoas que buscam o Procon-PB (51,59%), uma porcentagem ligeiramente maior em relação aos reclamantes masculinos (48,41%).

PB Agora

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