Mesmo em meio a protestos, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV) seguiu com a determinação anunciada ontem de construir um Parque no Porto do Capim e, para isso, despejar mais de 160 famílias que vivem no local. Diante do problema o MInistério Público Federal entrou em cena e já procura meios de evitar prejuízos à população.

Em entrevista à rádio BandNews, nesta quinta-feira (21), o procurador do Ministério Público Federal na Paraíba, José Roberto Godoy, adiantou que já está em busca de medidas urgentes, apesar de ainda acreditar em um recuo por parte da Prefeitura de João Pessoa.

"Ao mesmo tempo, estamos discutindo com outros órgãos, como a defensoria pública da união, alguma medida urgente caso a prefeitura não volte atrás de uma medida tão drástica quanto essa”, disse.

Segundo o MPF, Cartaxo tomou uma atitude fora da mesa de diálogo e muitas pessoas ficaram abaladas e nervosas com a situação.

Apesar de a comunidade já ter conhecimento sobre a destinação do local para o setor de turismo, eles esperavam pelo menos uma contrapartida por parte da Prefeitura em relação às moradias.

“A comunidade já havia concordado com os lugares que foram oferecidos. Só que não foi construído e a prefeitura trouxe apenas o projeto turístico e desconsiderou a política pública de moradia dessas pessoas”, lamentou o procurador.

 

PB Agora

Foto: divulgação

 

 


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