Além da situação dos alagamentos, um dos problemas mais comuns vividos pelos moradores de Intermares em Cabedelo é a situação da pavimentação das ruas e avenidas do bairro, tomadas por crateras. Populares reclamam do aparecimento de buracos a cada dia e da falta de escoamento das águas das chuvas, que atrapalha a trafegabilidade, além de causar prejuízos financeiros aos condutores de veículos.

Não é de hoje que os moradores de Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, sofrem com problemas de infraestrutura como a falta de calçamento nas ruas e os muitos buracos nas poucas vias que são calçadas. “No verão é poeira, no inverno é lama”, afirmou Luiz Gonzaga da Silva, que é morador da cidade há 17 anos. Segundo ele, o asfalto que a prefeitura mandou fazer na Rua Oceano Índico, em Intermares, cedeu em apenas três meses.

“Isso é porque não foi feita a drenagem da rua. Sem drenar, não adianta colocar asfalto que vai ficar a buraqueira do mesmo jeito”, disse Lídia Mesquita, moradora de Intermares há 19 anos. Ela afirmou que todas as ruas do bairro são problemáticas. “A outra ali está com o esgoto estourado, e enquanto isso nosso IPTU já vai em R$ 800. É um absurdo”, disse.

De acordo com André Silva Costa, funcionário de um lava-jato do bairro, na Rua Oceano Pacífico chegaram a ser iniciadas algumas obras, que a empresa responsável abandonou pela metade. Também morador do bairro, Alexandre Macedo se queixou da falta de abrigos nas paradas de ônibus. “As pessoas ficam esperando ônibus em pé, debaixo de sol e chuva, sem nenhuma proteção”.

Procurada a secretária de Infraestrutura de Cabedelo, Erika Moreno Gusmão, afirmou que não foi realizada nenhuma intervenção recente na Rua Oceano Índico. “Faz anos que ela foi asfaltada”, disse. Erika explicou que havia um contrato para drenagem e pavimentação das ruas Mar das Antilhas, Mar das Arábias, Oceano Índico e Oceano Pacífico.

A empresa responsável, entretanto, só concluiu 50% da obra antes de abandoná-la. Segundo a secretária, a verba para a obra vem de dois convênios com o Ministério das Cidades, cujo dinheiro já está em conta, e um com o Ministério do Turismo, que será liberado conforme a obra avance.

 



 

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