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Pedreiro campinense tem uma cabeleira que mede 1,67 metros

Pedreiro de Campina Grande tem uma cabeleira que mede 1,67 metros; Ele não o corta ha 10 anos

Um metro e 67 centímetros, este é o tamanho do cabelo de um pedreiro que mora no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Muita gente não consegue imaginar um cabelo tão grande, mas é possível encontrá-lo. O pedreiro é uma figura pouco conhecida da sociedade, mas que desperta muita curiosidade e porque não dizer admiração, de quem o acaba descobrindo. O nome dele é Manoel Gomes Barbosa, mais conhecido como “Nequinha”, e há dez anos, este pedreiro de 51 anos de idade, nunca deixou passar nem sequer a sombra de uma tesoura perto de sua cabeleira. Ele disse que não fez nenhuma promessa e que também não se espelhou em nenhum ídolo, mas afirmou que suas madeixas já fazem parte de sua identidade.

Durante o trabalho duro do dia a dia, o pedreiro cabeludo, mas que também poderia ser conhecido como o “Sansão de Campina Grande”, esconde seus cachos, enrolados em panos, mas esses momentos são únicos, já que libertos, o cabelo evidencia toda a identidade do seu dono. “Sem esse cabelo eu não sou nada. Todo mundo que me conhece já me identifica por causa da minha cabeleira e eu pretendo morrer sem cortar nenhum fio sequer dele”, disse. O pedreiro contou que nunca se inspirou em ninguém para manter tanto cabelo, e disse que apenas se sente bem assim. Segundo ele, foram até agora 20 anos de cabelo grande, mas nos primeiros dez, ele sempre permitia um corte. “Nós últimos dez anos eu nunca mais cortei o cabelo. Ele não me incomoda, pelo contrário, me deixa mais vivo”, informou.

Nas ruas pode onde passa o pedreiro nunca passou despercebido e um colega de trabalho seu, o motorista Roberto Almeida, explicou que é quase impossível andar acompanhado do Nequinha. “Parece que estou andando com alguém de outro mundo. Quando as pessoas vêem, principalmente as crianças, morrem de curiosidade e correm para pedir uma foto. Nem de outro jeito ele passaria despercebido, porque algumas pessoas já chegaram até a pisar em seu cabelo, principalmente nos ônibus coletivos”, disse sorrindo, o colega. Filho de família humilde, nascido e criado no município vizinho de Queimadas, Nequinha afirmou que apesar de muita gente achar que é maluquice sua, ele não liga. “As vezes quando passo por locais onde estão muitos homens, eles começam a vaiar, mas eu não ligo”, disse o pedreiro.

O pedreiro afirmou que o preconceito existe, mas que vive sua vida normalmente, e até gosta do “assédio” dos curiosos. Sem ter constituído uma família, ele afirmou que não sente falta, porque têm os irmãos, sobrinhos, além dos amigos, e na casa onde ele vive sozinho os cuidados são dispensados exclusivamente para os longos fios. O pedreiro acredita que é o dono do maior cabelo da Paraíba, quem sabe até do Brasil, mas disse que não leva isso como uma disputa. “Apesar das pessoas sempre olharem quando eu passo, eu acho que não sou tão incomum assim, apenas diferente”, disse. Nequinha não soube explicar de onde vem o gosto em manter as madeixas longas, e acredita que pode ter tido alguma influência de amigos que manteve durante os dez anos que morou no Rio de Janeiro. “Lá o cabelo grande já é mais comum, tanto em mulheres como nos homens, mas eu só decidi deixar os cachos crescerem de vez, depois que voltei para a Paraíba. Voltei para a minha terra e aqui sou mais feliz, achei minha identidade com os meus cabelos grandes”, contou Manoel Gomes.
 

 

PB Agora

com O Norte

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