Por pbagora.com.br

À medida que se aproximam as festas de final de ano, aumenta o número de vendedores ambulantes nas ruas do Centro de João Pessoa. A área central da cidade, nos cruzamentos das Avenidas Desembargador Souto Maior e Santos Dumont, e Rua Santos Elias com a via do Parque Solon de Lucena, está tomada por ambulantes que ocuparam as calçadas. Com isso, quem precisa caminhar pelo local tem menos espaço. Nesses pontos é possível encontrar uma variedade de produtos comercializados, desde frutas e verduras a utensílios domésticos.

 

Nos trechos é possível encontrar pessoas vendendo vários tipos de alimentos, água, perfumes, roupas, calçados, equipamentos eletrônicos, brinquedos e cosméticos. Tudo isso dividindo o mesmo espaço com transeuntes. Essa situação vem se agravando a cada dia, sem que haja um ordenamento e sem que os órgãos da prefeitura tomem as providências necessárias, apesar das constantes reclamações da população.

Nas calçadas, o consumidor pode adquirir roupas, calçados, frutas, relógios, óculos, celulares, sandálias, tênis, sapatos, cintos e uma grande variedade de produtos. O pedestre reclama dessa invasão, bem como os proprietários das lojas instaladas nessas áreas. Conforme uma gerente de loja que não quis ser identificada, os ambulantes prejudicam o seu comércio.

 

“O comércio ambulante nas calçadas em frente à entrada das lojas prejudica as vendas dos nossos produtos e nós temos que pagar impostos, enquanto que eles roubam a clientela e não pagam absolutamente nada”, disse. Os vendedores ambulantes defendem a sua posição em estarem em pontos centrais por onde passam milhares de pessoas diariamente.

 

“Nós precisamos sobreviver e, com a falta de emprego que vem aumentando a cada dia em nosso país, esse é o único meio de sustento honesto que nós temos”, argumentou Antônio Melo, vendedor ambulante há cerca de um ano.

 

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), por sua vez, reconhece o problema e adianta que recebe cerca de 30 denúncias por mês sobre comerciantes que invadem as calçadas no Centro. Luciana Teixeira, costureira de 43 anos, reclama que “está ficando perigoso trafegar nas calçadas e até mesmo nas ruas do Centro, por conta dos comerciantes que invadem as calçadas e nós temos que transitar entre os carros nas ruas”.

 

Henrique José, lojista de 42 anos, concorda. “Ao redor das barraquinhas de açaí, tapioca e frutas, as pessoas sempre ficam lanchando. Além de obstruírem parte da via, prejudicam a visão do motorista deixando o local bem mais perigoso”, declarou.

 

Sedurb

A Sedurb afirma que a fiscalização tem trabalhado muito e quando verifica que a denúncia é verídica dá um prazo de 24 horas para que os comerciantes corrijam o erro, ou seja, para que eles retirem os produtos da calçada, e eles geralmente obedecem. Conforme o diretor de Serviços Urbanos da Sedurb, Josenildo Belmont, toda ocupação do espaço público por ambulantes ou comerciantes informais e formais depende de licença. A prefeitura está tolerando algumas invasões por falta de espaço para realocar esses trabalhadores. “Toda essa ocupação é irregular e a prefeitura vem estudando uma maneira de conscientizá-los para que eles circulem e não parem de forma irregular”, orienta Josenildo.

 

Redação

 


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