Por pbagora.com.br

Na Paraíba, agricultores familiares estão conseguindo reduzir os custos de produção de alguns cultivos. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater-PB) tem desenvolvido um projeto que tem como base a reutilização de luz solar. Esse método auxilia na plantação de hortaliças e frutas, que são a principal fonte de renda dos pequenos produtores brasileiros. Mesmo com os avanços, a Emater da Paraíba ressalta a importância do uso e manejo correto do solo e da água.

Inclusive, essa prática de energia solar é utilizada para a irrigação dos locais de plantio dos agricultores familiares. O presidente da Emater do estado, Nivaldo Magalhães, explica que existem parcerias para que esse projeto consiga capacitar as famílias produtoras.

“Na Paraíba a Emater, em parceria com o governo do estado e com o Banco do Nordeste, lançou um programa de 10 milhões de reais por ano, para que a gente faça um trabalho de irrigação com energia solar. Então no projeto, nós financiamos a placa solar, até a furação do poço, e todo o kit de irrigação e toda a infraestrutura para que o agricultor familiar possa produzir”, comentou.

A qualidade da água para o pequeno produtor também significa melhoria na qualidade de vida, principalmente para o consumo humano. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Luiz Hessmann, o meio rural preserva a água de forma contínua. Ele também reforça a necessidade de haver equilíbrio entre as áreas rural e urbana.

“O meio rural preserva ‘muito bem, obrigado’ as águas. O que nós precisamos muito seriamente é com o urbano, que está dando alguns problemas. E a água para nós na agricultura é de fundamental importância, é um case de sucesso em qualquer atividade na pecuária ou na agricultura”, afirmou o presidente da Asbraer

 Água Doce

Outro projeto realizado no estado é o Água Doce. A ação é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e visa a melhor qualidade da água, por meio da dessalinização. Existem 1200 sistemas desenvolvidos para a prática, que beneficia 500 mil pessoas na Paraíba e outros nove estados.

A partir de 2011, o Programa Água Doce assumiu a meta de aplicar sua metodologia na recuperação, implantação e gestão de 1.200 sistemas de dessalinização até 2018, com investimentos de cerca de R$ 258 milhões, beneficiando, aproximadamente, 500 mil pessoas. Para atingir a meta foram firmados 10 convênios com os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Os convênios estão estruturados em três fases: 1. Diagnósticos técnicos, sociais e ambientais; 2. Recuperação e implantação dos sistemas de dessalinização; e 3. Monitoramento e Manutenção dos sistemas de dessalinização implantados ou recuperados.

Até fevereiro deste ano, segundo o Ministério do Meio Ambiente, foram diagnosticadas 3.145 comunidades em 298 municípios. Da meta de 1357 sistemas de dessalinização, 700 obras já estão contratadas, 482 obras já estão concluídas e 48 estão em fase de implantação em 170 municípios do Semiárido brasileiro.

PB Agora

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